O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) acaba de anunciar, a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O anúncio acaba de ser feito. Ele atendeu pedido dos juristas Hélio Bicudo (ex-PT) e Reali Junior que apresentaram descumprimento da lei, que são chamadas das pedaladas fiscais, constatadas pelo Tribunal de Contas da União que reprovou as contas do governo Dilma.
Cunha nomeou uma comissão especial para analisar o pedido de afastamento da presidente que só será decidido pelo plenário da câmara. Depois de instalada a comissão, a presidente terá 10 sessões para se defender. O prazo seguinte é de 5 sessões para a comissão votar o relatório final com parecer favorável ou contrário ao impeachment. Depois de 48 horas do parecer ser publicado, o parecer vai para votação em plenário. Para ocorrer a cassação de Dilma, são necessários 342 dos 513 deputados.
Desde que o TCU reprovou as contas do governo, haviam sido feitos 7 pedidos e todos foram negados. Eduardo Cunha decidiu abrir a investigação que pode levar a cassação da presidente no mesmo dia que o PT anunciou que os deputados do partido, integrantes da Comissão de Ética, devem votar pela cassação de Cunha, em processo, no conselho, acusado de mentir que tem contas secretas na Suíça onde estariam milhões de dólares, suspeitos de serem propinas do esquema da Petrobras.
A decisão do presidente da Câmara pegou boa parte dos parlamentares de surpresa. Eles participam, nesse momento, de sessão no Congresso Nacional. O vice-líder do PSDB, Nilson Leitão (MT) estava discursando, na tribunal, quando comunicou aos parlamentares que Cunha acabara de autorizar a abertura do processo para investigar a presidente. O líder do PPS, Roberto Freire (PE), disse que não fala mais em impechement como possibilidade, mas como "realidade. A partir de agora, o impechment é de responsabilidade da Câmara dos Deputados".
O líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), disse que o embasamento do pedido de impechement foi feito por juristas conceituados, fundamentados nos preceitos constitucionais
A sessão para votação de destaque revendo as metas fiscais para este ano teve momentos tensos sobre verificação de tempo regimental. Houve protestos de deputados contra a postura do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) acusado de manobrar a favor do governo.
O deputado mato-grossense, Fabio Garcia (PSB) questionou Renan, diversas vezes, para que fosse seguido o tempo previsto no regimento interno, mas Renan não acatou.
No final, Renan proclamou que foi aprovada pela "Câmara e Senado" a mudança nas metas fiscais para o governo ter um problema a menos, sob protestos de parlamentares de oposição que cobravam "verificação dos nomes dos que votaram contra e a favor" para ficar claro o resultado.
Em instantes, mais detalhes
(Atualizada às 18:31h)


