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Auditores assumem relatorias de conselheiros afastados do TCE em operação da PF em Mato Grosso

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Redação Só Notícias (foto: Tony Ribeiro/arquivo)

O vice-presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), conselheiro Waldir Teis, se reuniu hoje com chefes de gabinetes e representantes das áreas técnicas para assegurar a continuidade e a normalidade dos trabalhos da instituição. A reúne ocorre após a Operação Tomada de Contas da Polícia Federal deflagrada na última quinta-feira, que resultou na prisão do presidente do TCE, Sérgio Ricardo e mais servidores, além do afastamento dos conselheiros José Carlos Novelli, Guilherme Maluf e Alisson Alencar.

Durante o encontro, Teis destacou que, apesar do afastamento judicial de quatro conselheiros, determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), todas as medidas necessárias serão adotadas para evitar a paralisação das atividades e atrasos na tramitação e julgamento dos processos de controle externo. Também participaram da reunião os conselheiros Antonio Joaquim e Campos Neto.

Dentre as medidas adotadas, os auditores substitutos de conselheiro Luiz Henrique Lima, Luiz Carlos Pereira e Isaías Lopes da Cunha foram designados para assumir as relatorias dos processos sob responsabilidade dos conselheiros José Carlos Novelli, Guilherme Maluf e Alisson Alencar, respectivamente. Não haverá alterações no quadro funcional dos gabinetes nem das áreas técnicas, informa o TCE.

Waldir Teis também afirmou que todas as providências serão adotadas para garantir o cumprimento das determinações judiciais. Ao longo da semana, novas reuniões serão realizadas para tratar de questões administrativas e operacionais.

A operação da PF investiga possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e pagamentos a servidores do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A investigação apura indícios de utilização da suspensão de contratos administrativos como mecanismo de pressão sobre fornecedores e de tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos. Também são investigadas divergências nos pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em espécie, com possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências da instituição.

Dinheiro, joias, relógios e carros de luxo foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados.

Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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