
Ambos tiveram os mandados de prisão emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) revogados pelo relator do caso na Corte, ministro Dias Toffoli, três dias depois, com a prisão preventiva convertida em medida restritiva de direitos, que inclui a entrega de passaporte à Polícia Federal (PF) e a proibição de manter contato com qualquer um dos outros investigados no inquérito que apura supostos crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. Eder continua preso preventivamente por força de um outro mandado de prisão expedido pela 5ª Vara da Justiça Federal.
De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pelas investigações, ainda em andamento, cabe à Polícia Federal fazer a fiscalização do cumprimento dessas medidas restritivas. “Parece, nós estamos esperando o relatório da PF, que um desses investigados que estão sob medida restritiva, teria conversado com outro investigado. Se isso ocorreu, eu vou postular a revogação da medida cautelar e a prisão preventiva, porque é assim que se faz”.
Por tramitar sob sigilo de justiça, não se sabe ao certo o número de investigados no inquérito, mas entre eles figuram, além de Riva e Eder, o senador Blairo Maggi (PR), o governador Silval Barbosa (PMDB), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, e uma série de empresários, a exemplo de Junior Mendonça, que era responsável pela concessão de empréstimos por meio de suas empresas com intermédio de Eder e tendo como suposto destinatário o grupo político.


