Política

Acaba intervenção federal no Ibama mas problemas internos continuam

A intervenção federal no Ibama de Mato Grosso está terminando. Desde o dia 2 de junho, quando foi desencadeada a Operação Curupira, que resultou na prisão do superintendente exonerado Hugo Werle, que estava em Sinop, ex-chefes e servidores do Ibama em Sinop, Alta Floresta, Juara -dentre outras cidades- além de despachantes e madeireiros acusados de denvolvimento em fraudes para extração ilegal de madeira e pagamento de propina, que o órgão passou a ser comandado pelo interventor federal Elierson Alves. Mais de 90 pessoas foram presas. Cerca de 25 delas permanecem presas por decisão da Justiça Federal. Os demais respondem processo em liberdade.

Durante a intervenção chegou a ser suspensa a emissão de ATPFs – guias para transporte de madeira- por aproximadamente 40 dias. Muitas indústrias madeireiras da região Norte foram prejudicadas com a medida. Boa parte concedeu férias coletivas, parou a produção e não conseguiu cumprir contratos devido a falta dos documentos para ser feito transporte de madeira bruta e beneficada. A retomada no fornecimento das ATPFs ocorreu há poucos dias. As madeireiras com pendências não estão recebendo o documento.

Hoje à tarde, Elierson Alves concederá entrevista coletiva confirmando o fim da intervenção e fará um balanço dos dois meses que comandou o Ibama de Mato Grosso.
O novo chefe do Ibama ainda não foi nomeado. Semana passada, havia sido apontando um gerente interino (funcionário de carreira), que acabou recusando o cargo.
Embora tenha sido feita uma grande ação combatendo fraudes e corrupção, o Ibama continua enfrentando um sério problema de falta de servidores para atender madeireiros e agricultores. A falta de estrutura adequada gera lentidão na análise de projetos de manejo sustentável, que define as árvores de uma determinada área para serem extraídas, além de outras atribuições do Ibama.