
Segundo o advogado, as três vítimas não teriam gostado (um pegou facão) e pouco depois, teriam começado a seguir a dupla, com Fiat Pálio. A versão dele é que, na BR-163, teria tentando ultrapassar e fechar o Saveiro e, com isso, acabou ocorrendo o choque entre os veículos. O condutor do Pálio, então, teria perdido o controle, entrado na contra mão e houve a colisão com a carreta. Ricardo de Lemos Farias, 25 anos, Cristiano Alves Laet, 21 anos, e Erick Vinicios Dal Pupo, 17, morreram na hora. “De Sinop vieram a Sorriso passear e foram ao restaurante, jantaram, e depois estavam retornando para Sinop. Nesse meio caminho encontraram o veículo Pálio parado e estavam depredando um outdoor. Eles censuraram aquela conduta e aí o pessoal saiu com facão para cima deles, que para evitar qualquer confronto físico, porque estavam desarmados, fugiram e o Pálio começou a fazer perseguição atrás deles", diz o advogado.
"Eles já estavam vindo em direção a Sinop, no caminho, já na BR-163, antes da ponte no rio, tiveram o carro deles podado pela direita, pelo Pálio, e nisso fecharam, quando fecharam o carro veio a colidir na parte da frente do Saveiro. O carro deles, o Pálio desgovernou e acabou indo para o outro lado a pista e o caminhão que vinha no sentido contrário, acabou pegando eles em cheio e acontecendo a tragédia que aconteceu”, acrescenta.
O advogado ainda disse que a dupla não fugiu do local. “Na verdade eles não fugiram no local, se apresentaram depois que aconteceu o acidente, que ficaram lá meia hora. A Polícia Rodoviária Federal demorou uma hora e pouco, quem chegou rapidamente lá foi a Polícia Militar, com quem conversaram e falaram que já havia denúncias que as três pessoas estavam cometendo badernas na cidade e aí vieram na Polícia Civil, deixaram o nome deles, que estavam com Saveiro”, acrescenta o advgado. Os dois investigados têm 18 anos e moram em Sinop.
A versão apresentada passa a ser investigada pelo delegado Pablo Rigo, que aguarda laudo da perícia técnica que poderá apontar as causas do acidente. Dois mortos trabalham como frentistas em um posto (um foi sepultado em Sorriso e outro levado para o Maranhão). Outro jovem trabalha no setor de verduras e foi enterrado em Sorriso, no domingo.
(Atualizada às 08h31 em 10/03)


