A Polícia Civil deflagrou a Operação Módulo Oculto, esta manhã, para desarticular uma facção criminosa especializada no furto de módulos eletrônicos e outros componentes de caminhões, em Sinop. São cumpridos 13 mandados de prisão, 14 de buscas e apreensões, bloqueios e sequestros de bens (no valor de até R$ 11 milhões), além do sequestro de quatro imóveis e 13 veículos, ligados aos alvos. Também foi determinado pelo judiciário a suspensão das atividades de quatro empresas e a proibição de quatro investigados de exercer atividade empresarial.
A investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf-Sinop) identificou “estrutura criminosa que atuava principalmente em Sinop e região. Os envolvidos furtavam módulos de caminhões (equipamento de alto valor) e encaminhavam as peças para receptadores e comerciantes. Segundo a polícia, os alvos da operação também utilizavam empresas do ramo de mecânica e comércio de peças automotivas para receber, armazenar e revender os produtos furtados. A investigação apontou ainda a movimentação de valores provenientes dos crimes por meio de contas bancárias e empresas utilizadas para dificultar a identificação da origem dos recursos”, informa a polícia.
Foi apurado que o grupo atuava de forma organizada para furtar módulos eletrônicos de caminhões estacionados em vias públicas e pátios de empresas. Os envolvidos levantavam previamente os locais e os caminhões que seriam alvos. Os módulos furtados eram encaminhados para receptadores e estabelecimentos comerciais. A investigação também identificou o chamado “resgate” das peças. Nesse esquema, proprietários de oficinas atuavam como intermediários e cobravam das próprias vítimas pela devolução dos módulos furtados.
Parte dos equipamentos também tinha como destino compradores em municípios e estados. A Polícia Civil identificou ainda a movimentação dos valores obtidos com os crimes, transferidos entre diferentes contas e, em alguns casos, passavam por empresas formalmente constituídas.
Os presos e todo o material apreendido serão encaminhados a DERF-Sinop, onde serão realizados os procedimentos legais cabíveis, com registro das apreensões e formalização das prisões. Os elementos coletados serão submetidos à análise e poderão integrar o conjunto de provas da investigação.
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