
De acordo com Sergio Ribeiro, a implantação definitiva da delegacia da mulher não ocorreu devido a falta de servidores para atender a demanda. “Nós temos um déficit de efetivo que está sendo solucionada, estamos trabalhando para que possamos implantar uma delegacia tão logo seja possível. Não deixamos de atuar nesta área, o que seria necessário é um atendimento mais especializado para que possamos acolher melhor a mulher”, acrescentou.
O delegado explicou que há uma solicitação de locação de um imóvel para funcionamento da delegacia, porém aguarda resposta do governo do Estado. “Temos que ter resposta quanto a isso, temos que ter mais servidores aqui no município, estimo que é importante que tenhamos os próximos concursos públicos”, afirmou.
Conforme Ribeiro, a delegacia municipal tem mais de mil inquéritos de violência doméstica, e devido a demanda e a escassez de recurso há dificuldades na atuação dos policiais nestes casos específicos. “Temos mil inquéritos juntando os últimos cinco anos, entre o que acontece atualmente e o passivo de anos anteriores. Se olharmos e temos que entender que as demanda dos atendimentos especializado da mulher ela é justa, só que antes disso temos que ver a demanda do roubo e furto ela é quase que o triplo. As vezes temos que tomar as decisões tecnicamente, os recursos são escassos, temo poucos policiais e pouca estrutura, temos que aplicar os recursos do Estado a torna eles mais eficiente”, declarou.
O delegado regional esclareceu que os casos de violência doméstica não tem classe social e que estão disseminados na sociedade e uma das alternativas de reduzir esses índices seja através de programas sociais por meio da conscientização da sociedade e dos homens e observar a questão do alcoolismo nos lares, que é um dos agentes influenciadores para este tipo de crime.


