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Restaurante é interditado pela terceira vez por irregularidades sanitárias em Cuiabá

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e a Vigilância Sanitária Municipal interditaram, pela terceira vez, um restaurante localizado na avenida Carmindo de Campos, no bairro Jardim Paulista em Cuiabá. A nova fiscalização foi realizada ontem à noite constatou que o estabelecimento continuava funcionando, apesar da proibição e sem ter corrigido as irregularidades sanitárias apontadas anteriormente. Conforme a investigação, a primeira interdição ocorreu no último dia 14, quando fiscais identificaram falta de higiene na área de manipulação de alimentos, acúmulo de sujeira em equipamentos, pisos e tubulações de gás, além de problemas estruturais e vazamento de esgoto na parte dos fundos do imóvel.

Outro problema verificado foi a utilização de água imprópria para consumo, onde exames apontaram a presença de coliformes no suprimento utilizado tanto na preparação dos alimentos quanto na produção de gelo. Até o momento, segundo a Vigilância Sanitária, o responsável pelo estabelecimento não apresentou novo laudo comprovando a potabilidade da água. No dia 17, uma nova vistoria constatou que as irregularidades permaneciam e que os avisos de interdição haviam sido retirados, enquanto o restaurante seguia em funcionamento. Na ocasião, a medida foi mantida e novos cartazes foram afixados pelos fiscais.

Na atual fiscalização, as equipes verificaram que o restaurante continuava preparando e comercializando alimentos sem autorização para retomar as atividades. Desta vez, o aviso de interdição instalado na entrada havia sido coberto com folhas de papel, dificultando sua visualização pelos consumidores. Os fiscais também confirmaram que as irregularidades sanitárias persistiam, incluindo a falta de higiene nos equipamentos, o vazamento de esgoto e a ausência de documentação que atestasse a qualidade da água utilizada no estabelecimento.

O proprietário não foi localizado durante a ação. Apenas funcionários estavam no local e informaram que prestavam serviços como freelancers.A interdição foi mantida e o responsável foi novamente advertido de que o restaurante somente poderá voltar a funcionar após a regularização de todas as irregularidades e autorização da Vigilância Sanitária.

Caso o estabelecimento volte a operar sem a liberação do órgão competente, o proprietário poderá responder criminalmente pelo descumprimento das determinações impostas.

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