Polícia

Radar em Alta Floresta monitorou ontem avião roubado que foi para a Bolívia

A Polícia Federal de Mato Grosso ainda não conseguiu descobrir qual é o paradeiro do piloto do Sêneca 2, prefixo PT ZNO, pertencente da empresa Oliveira Táxi Aérea, seqüestrado na manhã de terça-feira, em Barra do Garças. Até o momento, o piloto foi identificado apenas como Carlos. O co-piloto Anderson Lima, 23 anos, foi libertado na hora em que a aeronave foi tomada de assalto.

A ação dos sequestradores aconteceu no momento em que a aeronave chegou ao aeroporto para fazer o transporte de malotes do Banco do Brasil para a cidade de Rondonópolis. A tripulação foi abordada por dois marginais que burlaram a vigilância do aeroporto durante a madrugada e ficaram de tocaia esperando a chegada do piloto. Ao entrar na aeronave foi dominado pela dupla.

Os bandidos, que estavam de boné e óculos escuros, mandaram o piloto ligar o avião e colocaram os outros funcionários deitados na pista do aeroporto. Os dois homens obrigaram o piloto a levar o avião, que decolou às 8h15m. Em seguida, o co-piloto informou o roubo à Oliveira Táxi Aéreo. A empresa, então, acionou o Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) da Aeronáutica, que passou a monitorar o avião roubado.

A Polícia Federal ainda não sabe qual foi o destino da aeronave, mas acreditam que tenham sido obrigados a desviar a rota de Alta Floresta para a Bolívia ou Colômbia, países onde o tráfico de entorpecentes é intenso. A última posição da aeronave captada pelo radar foi em Alta Floresta.

A Força Aérea Brasileira (FAB) ainda não conseguiu interceptar o avião roubado. O aparelho sobrevoou praticamente todo estado por mais de duas horas, mas a Aeronáutica teria enfrentado dificuldades para monitorar o avião.