A Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso divulgou o balanço operacional do ano passado. Os dados indicam redução no número de óbitos nas rodovias federais do Estado, além da ampliação das ações de fiscalização de trânsito e do enfrentamento à criminalidade. Ao longo do ano, as abordagens nos quase 5,4 mil quilômetros de rodovias foram 10% maiores do que em 2024, alcançando 345 mil veículos e 387,9 mil pessoas. As ações resultaram no registro de 150,5 mil autos de infração, 6,6 mil veículos recolhidos aos pátios, além da captura de 54.604 imagens pelos radares dinâmicos, o que contribuiu para a prevenção de sinistros.
As operações voltadas ao enfrentamento da embriaguez ao volante foram intensificadas, alcançando 229,7 mil condutores submetidos ao teste do etilômetro, aumento de 23,55% em relação a 2024. A quantidade de motoristas detectados dirigindo sob influência de álcool foi de 737 condutores autuados por constatação do equipamento e 1.343 se recusaram a realizar o teste por temerem testar positivo. Deste total de 2.080, 428 motoristas apresentaram índice acima de 0,33mg/l, o que se enquadra em crime de trânsito, com a penalidade de prisão em flagrante, multa gravíssima no valor de R$ 2,9 mil, recolhimento do veículo e suspensão do direito de dirigir.
Os sinistros de trânsito registrados totalizaram 2.638 ocorrências, com 2.835 feridos e 243 mortes, contra 2.555 sinistros, 2.719 feridos e 244 mortes em 2024. As principais causas dos sinistros ainda mantêm relação direta com o comportamento dos condutores, com destaque para reação tardia ou ineficiente do condutor; ausência de reação e acesso à via sem observar a presença de outros veículos.
Já os tipos de acidentes mais registrados foram a saída de pista, seguida de colisão traseira e colisão transversal. As rodovias BR-163, com 972 sinistros, e BR-364, com 750 ocorrências, continuam sendo os trechos que demandam maior atenção operacional, em razão do elevado fluxo de veículos, especialmente do transporte de cargas.
Nas ações de combate ao crime, o destaque vai para a apreensão de drogas, que superou 2024, ultrapassando 18 toneladas de entorpecentes. A cocaína foi a mais apreendida, com 7,4 toneladas, seguida do skunk 7,3 toneladas, maconha com 3,2 toneladas, haxixe com 111 kg e 15,9 kg de crack.
Outros resultados expressivos incluem a apreensão de anfetaminas conhecidas como “rebites”, com crescimento de 291,87%, tendo sido retiradas 4.085 unidades de circulação. Além disso, 170 veículos com registro de roubo, furto ou adulteração foram recuperados, e 2.242 pessoas foram detidas; 4.627,05 m³ de madeiras foram apreendidas; 40 armas e 5.043 g de metais preciosos também foram apreendidos ao longo do ano.
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