quarta-feira, 4/fevereiro/2026
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Presos seis em Mato Grosso e Pará na Operação Truncus

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Só Notícias (foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo - atualizada 09:14h)

A Operação Truncus está sendo feita para cumprir 15 mandados judiciais de buscas e apreensões a um grupo que feito ameaças, intimidações e violência a moradores e produtores na região da Terra Indígena Urubu Branco, no Nordeste. Os mandados são cumpridos em Mato Grosso, Pará, Goiás e Tocantins, em 15 endereços, ligados a quatro alvos. Seis pessoas foram presas em flagrante, até agora. Duas foram no município de Vila Rica, duas em Confresa sendo uma por posse ilegal de arma de fogo e outra por porte de entorpecentes, e outras duas no Pará.

Os crimes estavam ocorrendo há algum tempo, porém as ameaças se intensificaram ano passado, após a morte de um integrante ligado ao grupo. Em seguida, ocorreram novas ações de intimidação, tentativas de retaliação e uma reorganização do grupo, que passou a atuar também fora de Mato Grosso.

A Polícia Civil informou que, durante as investigações, foi identificado que os alvos utilizavam diversos imóveis urbanos e fazendas como pontos de apoio, mudando frequentemente de endereço para tentar dificultar a atuação policial. A justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em caráter itinerante, permitindo que as diligências fossem realizadas conforme a localização atual dos investigados que também são acusados de crimes ambientais, exploração ilegal de madeira em áreas rurais e de preservação.

A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DEF) de Confresa, com apoio de equipes regionais e das Polícias Civis dos demais estados envolvidos.

O nome da operação, Truncus, vem do latim e remete à ideia de tronco cortado, raiz interrompida. A escolha simboliza o objetivo da operação: romper a base de sustentação do grupo, cortando suas estruturas de apoio, intimidação e logística, especialmente aquelas usadas para manter o controle territorial e o medo na região.

A delegada Karen Amaral Mafrakis, responsável pela investigação, disse, através da assessoria, que “o principal alvo da investigação tem histórico de ameaças, intimidações e atuação ligada a conflitos fundiários e crimes ambientais. Há indícios de que ele utilize terceiros e familiares como apoio logístico”,

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