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Preso homem suspeito de se passar por médico, aplicar golpes e praticar abusos sexuais em MT

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

A Polícia Civil cumpriu hoje mandado de prisão de um homem, de 37 anos, suspeito de se passar por profissional de saúde para aplicar golpes financeiros e cometer crimes sexuais. O mandado foi cumprido na área central de Nobres (122 km de Cuiabá), com a deflagração da “Operação Falso Jaleco”. As investigações apontaram que o investigado atuava em uma clínica localizada no centro e ele se apresentava como especialista em mais de 15 áreas da saúde, incluindo Medicina Chinesa, Neurociência, Psicanálise e Medicina Ayurvédica, cobrando valores de até R$ 3 mil por consulta, prometendo curas e tratamentos estéticos, sem possuir formação ou habilitação profissional nas respectivas áreas.

Segundo consta no inquérito policial, o investigado utilizava-se da vulnerabilidade emocional e física das vítimas para prescrever medicamentos de origem desconhecida. Além disso, ficou evidenciado no procedimento investigativo que, em diversos casos, o falso profissional chegou a praticar abusos sexuais durante os supostos atendimentos. “Ele anunciava falsas especialidades em um amplo espectro, enganando a comunidade local, com promessas em áreas como Medicina Integrativa e Homeopatia, Quiropraxia e Liberação Miofascial, Psicanálise Clínica e Neurociência, Terapias Holísticas e Astroterapia”, explicou o delegado em Nobres, Marcus Vinicius Ferreira Silva, através da assessoria.

Durante o cumprimento do mandado de busca na residência e na clínica do suspeito, os agentes descobriram a existência de um laboratório químico clandestino, que era utilizado para a manipulação de substâncias. Também foi apreendida uma grande quantidade de medicamentos sem comprovação de origem ou registro sanitário.

O investigado deverá responder pelos crimes de exercício ilegal da medicina, curandeirismo, estelionato e violação sexual mediante fraude. “Caso haja novas vítimas do investigado, orientamos que procurem a delegacia para formalizar a denúncia. Garantimos o sigilo necessário e absoluto das informações”, acrescentou o delegado Marcus Vinicius.

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