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Politec confirma que tiro que matou adolescente em Guarantã foi voluntário e não acidental

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Redação Só Notícias (foto: Só Notícias)

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Guarantã do Norte (233 km de Sinop) confirmou que laudos periciais de local de crime, de necropsia e de reprodução simulada concluíram que o tiro que matou uma adolescente de 15 anos foi classificado, tecnicamente, como tiro voluntário, e não acidental. O crime ocorreu no dia 3 deste mês e o autor do disparo, o médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, foi preso dois dias depois após se entregar.

“As perícias evidenciam que a arma foi disparada de forma regular, mediante o acionamento do gatilho pelo operador. No entanto, não foi possível determinar se houve ou não intenção de atirar na vítima e a motivação do crime – o que deve ser esclarecido durante as investigações”, informou a Politec, através da assessoria.

O laudo de reprodução simulada, entregue esta semana, apontou que houve compatibilidade com os elementos constantes nos autos do inquérito policial, confirmando a dinâmica previamente estabelecida pela investigação. Segundo a Politec, a classificação de tiro acidental é utilizada quando há produção do tiro sem o acionamento do gatilho, devido à falha da segurança do armamento e anomalias em suas peças, o que não ocorreu no caso em questão. O tiro atingiu a vítima na região posterior da cabeça, produzindo as marcas de sangue características do efeito deste disparo. O projétil foi recuperado no interior do veículo. O estojo balístico não foi localizado.

A perícia analisou o trajeto do tiro, apontado no laudo de necropsia, e identificou que é compatível com as marcas contidas no interior do veículo. Na reprodução simulada, os peritos analisaram os pontos convergentes ou divergentes das declarações do atirador, confrontando-os com os apontamentos dos laudos periciais.

Na reprodução da cena, os peritos constataram o alinhamento da saída do cano da arma com o posicionamento da cabeça da vítima, coincidindo com a trajetória do projétil que foi encontrado alojado na coluna lateral esquerda do veículo Hyundai Creta.

Durante a reprodução simulada, o autor dos disparos, Bruno Felisberto, confirmou todas as informações contidas em seu interrogatório no inquérito policial. A Polícia Civil o indiciou pelos crimes de feminicídio, dano ao patrimônio público, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, disparo de arma de fogo, dirigir veículo sob a influência de álcool, entregar veículo automotor a pessoa não habilitada e servir bebida alcoólica à adolescente.

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