Polícia

Policial integrante do GAECO em Mato Grosso é preso acusado de vender informações para investigado

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) deflagrou, hoje, mais uma fase da Operação Convescote que resultou na prisão do Policial Militar Franckciney Canavarros Magalhães, bem como no cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência. A assessoria do Ministério Público informa que "o policial está lotado no Gaeco e o próprio grupo apurou que, durante as investigações que culminaram na 1ª fase da denominada Operação Convescote, o agente teria agido de forma a obstruir as apurações em curso, além de ter solicitado vantagem indevida a um dos investigados".

Após identificar o desvio de conduta do policial, o próprio GAECO pediu para a justiça da 7ª vara Criminal da capital a sua prisão preventiva e busca e apreensão em razão dos crimes ora noticiados. A assessoria também aponta que o "policial tentou vender informações sigilosas que favoreceriam a organização criminosa para o também investigado Hallan Gonçalves de Freitas, o que trouxe prejuízos para apuração dos fatos".

“O caso demonstra que qualquer investigação ou ação do GAECO é impessoal e respeitadora do Estado de Direito, e que o enfrentamento do crime organizado é medida obrigatória e permanente, independentemente dos envolvidos”, disse Marcos Bulhões dos Santos, promotor de Justiça, que coordena o GAECO.

A operação foi desencadeada para apurar desvios de dinheiro da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado dos convênios com a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual -FAESPE-. O Ministério Público informou que a fundação subcontratava empresas fictícias, usando dinheiro público. O MPE diz que quem atestava as notas fiscais dos 'serviços' era um funcionário da fundação, e não um servidor público escalado para fiscalizar os convênios. E quem avalizava as notas fiscais também teria uma empresa aberta no nome dele para prestar os mesmos serviços das demais empresas investigadas na Convescote. Foram presos nas primeiras etapas servidores públicos da Assembleia, TCE e empresários. Alguns já foram soltos.

(Atualizada às 17:46h)