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Polícia prende suspeito após ex-enteado revelar abusos sofridos desde os 8 anos em Sinop

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Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso de Sinop, prendeu hoje um suspeito de estupro de vulnerável contra seu ex-enteado, um menor atualmente com 12 anos. O inquérito foi instaurado após a mãe da vítima comparecer à unidade policial para denunciar os fatos. Segundo os relatos, a mãe manteve união estável com o suspeito por cerca de quatro anos, período em que tiveram duas filhas (atualmente com 6 e 7 anos). O relacionamento terminou em razão de episódios de violência doméstica praticados pelo investigado.

Após a separação, as filhas do casal frequentavam a residência do pai em fins de semana alternados, ocasião em que o suspeito insistia expressamente para que o ex-enteado também as acompanhasse. A suspeita da mãe intensificou-se quando notou uma embalagem aberta de lubrificante na cama onde o filho havia dormido na casa do investigado. Na ocasião, o menor esquivou-se de responder. No entanto, no último dia 8, após uma repreensão por conduta escolar, o jovem apresentou um quadro de estresse agudo e revelou à mãe os abusos a que era submetido.

Submetido ao procedimento de escuta especializada, a vítima descreveu em detalhes a dinâmica dos abusos, que ocorriam desde que ele tinha 8 anos. De acordo com o depoimento, o investigado aproveitava-se dos momentos em que ficava a sós com o menor para praticar atos libidinosos e conjunção carnal, utilizando-se de objetos e lubrificantes, além de coagir a vítima a assistir a conteúdos pornográficos.

A vítima relatou ainda que mantinha o silêncio por medo de represálias contra a genitora e para proteger as irmãs menores, uma vez que o suspeito havia feito ameaças expressas de que passaria a cometer os mesmos atos contra a irmã assim que ela completasse 8 anos. A irmã da vítima também prestou declarações em escuta especializada, confirmando que o investigado isolava o menino no quarto sob o argumento de realizar “coisas de menino”. A genitora reportou, ainda, alterações recentes no comportamento da filha de 7 anos, que passou a demonstrar forte resistência em visitar o genitor.

Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, resultando na decretação e cumprimento do mandado de prisão. A requisição de perícia médica para constatação de violência sexual também foi juntada aos autos.

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