Os investigadores da Polícia Civil prenderam, ontem, dois homens suspeitos de envolvimento no homicídio de Sidiney Antonio Gehlen, proprietário de uma oficina no bairro Jardim Primavera, morto a tiros na segunda-feira (5). Segundo o delegado Bruno França, o primeiro suspeito foi preso no dia do crime, após ser baleado por um policial militar aposentado nas proximidades do local do crime e levado para a Unidade de Pronto Atendimento.
“A Polícia Civil deu início às investigações e nós obtivemos êxito em identificar mais um elemento, dos quatro envolvidos, pelo menos ali, na cena do crime, quatro envolvidos. Nós postulamos ao Poder Judiciário um mandado de prisão, foi nos deferido esse mandado e hoje nós fomos dar cumprimento. No ato de cumprimento desse mandado de prisão, na residência desse suspeito, nós encontramos uma mochila com certa quantidade de droga e outro homem, que trouxemos preso por tráfico. Ao chegar na delegacia, nós analisamos as provas que a gente já tinha produzido e foi possível identificar que esse outro rapaz também está envolvido no homicídio.”
Ainda conforme o delegado, além do mandante, um quarto suspeito é procurado pela equipe. “Nós ainda temos mais um executor foragido, pelo vídeo, a gente percebe que os três indivíduos que estavam dentro da oficina já foram presos, aquele que tomou o tiro naquele dia e esses dois agora. É possível concluir pelo vídeo que existe um quarto elemento fazendo ali a contenção, uma observação na porta da oficina, o primeiro rapaz a correr quando iniciam os disparos. Esse rapaz nós não identificamos ainda quem é, mas nós vamos com certeza obter êxito e identificá-lo. A gente sabe que o crime foi cometido por mando de uma organização criminosa, mas a gente não sabe ainda o motivo pelo qual isso aconteceu, que é o que a gente precisa descobrir para identificar o mandante.”
Bruno França confirmou que os três presos até o momento já possuem vasto histórico de passagens criminais anteriores. “Quanto ao quarto, como a gente ainda não tem identificação, não dá para afirmar, mas considerando a natureza e a dinâmica do crime, é muito improvável que não seja uma pessoa já com um grande histórico no mundo criminal e de vínculo com facção criminosa.”
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