A Polícia Civil aprofundou as investigações para elucidar o assassinato de Jéssica Brigida de Almeida, de 35 anos, cujo corpo foi localizado sábado à tarde, às margens do rio Peixotinho, em Matupá. A vítima estava desaparecida desde o dia 27, após ser vista pela última vez em um bar, em Peixoto de Azevedo (197 km de Sinop).
O delegado Thiago Barros, da Delegacia de Peixoto de Azevedo, afirmou que o inquérito passa a entrar em uma nova fase após a localização do corpo. Segundo o delegado, durante as diligências, a Polícia Civil já havia identificado indícios importantes, entre eles a utilização do aparelho celular da vítima em outro município. “Tínhamos localizado que a utilização do celular da moça estava sendo feita em outra cidade. A gente já tinha os vídeos, testemunhas. Todos estavam sendo ouvidos”, afirmou.
O delegado explicou que a forma como o crime foi praticado ajuda a entender por que a vítima não foi localizada durante as buscas realizadas nos primeiros dias do desaparecimento. “Como a gente acabou vendo o desfecho que foi, numa área de difícil acesso, tudo indica que a moça foi morta já nas primeiras horas do desaparecimento. Então, explica um pouco também como a outra equipe daqui da delegacia não conseguia concluir ou achá-la a tempo”.
Com a confirmação do homicídio, a investigação passa a concentrar esforços para identificar todos os envolvidos e reconstruir o trajeto percorrido pelos criminosos. “Agora é fazer o nosso trabalho. Procurar mais imagens, já que a gente sabe agora que houve um deslocamento entre municípios. Então, provavelmente nós teremos mais imagens, mais imagens dos circuitos das rodovias. Vai haver uma busca por novas testemunhas e as investigações vão tomar um outro rumo agora, já que há a confirmação de um outro crime. É um crime bárbaro e a gente vai dar uma resposta à altura”, afirmou em entrevista ao jornalista Jean Jackes.
O corpo de Jéssica foi localizado com sinais de violência. A vítima vestia a mesma roupa usada no dia do desaparecimento, um vestido vermelho, e também teve os cabelos cortados pelos criminosos.
A Polícia Civil segue investigando a motivação do crime, a dinâmica dos fatos e a identificação dos autores. Até o momento, ninguém foi preso.
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