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Polícia identifica centro de treinamento de grupo criminoso em MT; ‘sobrevivência e táticas de guerrilha’

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Redação Só Notícias (fotos: assessoria)

A Polícia Civil deflagrou, hoje, a Operação Argos, para cumprir quatro mandados de busca e apreensão com o objetivo de desmantelar um centro de treinamento criado por uma organização criminosa em uma área da aldeia Tereza Cristina (Korogedo Paru) localizada em Santo Antônio de Leverger (33 km de Cuiabá), para preparar os membros do grupo para sobrevivência na selva e táticas de guerrilha. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo apreendidas duas espingardas .22 e outra de dois canos .20, e dezenas de munições de diversos calibres.

A investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis iniciou após denúncias de que membros de uma organização criminosa atuante no Estado “estavam realizando tráfico de drogas na área indígena”. A denúncia apontava “que um homem branco, conhecido como “Pescador”, casado com uma indígena, recebia grande quantidade de drogas pelo rio São Lourenço e transportava até uma casa na área indígena, porém, mais afastada da aldeia”, informou a assessoria.

Nessa residência, outro suspeito seria responsável por fazer a distribuição da droga para traficantes de Rondonópolis, por meio de embarcações, pelo rio Vermelho, e por terra, pela MT-270. Durante as investigações, a Polícia Civil informou que apurou que os dois suspeitos estavam ministrando cursos de sobrevivência na selva e táticas de guerrilha com armamento bélico de uso restrito às Forças Policiais e do Exército Brasileiro, como fuzis .556 e .762, pistolas .40 e .9mm, metralhadora e até mesmo uma arma de fogo com tripé .30.

Nos cursos, os dois “instrutores” são conhecidos como 01 e 02. “As aulas consistiam em ensinar membros da facção criminosa a montar e desmontar armas longas e curtas, efetuar disparos com essas armas a diversas distâncias e sobreviver na mata em casos de fuga após ataque contra “inimigos” (Forças de Segurança ou facções rivais)”, detalhou a polícia, que informou ainda que a existência do curso começou a ser registrada em diversas delegacias de Mato Grosso, policiais de várias cidades relatavam, após prisões de membros de organizações, que os suspeitos diziam terem realizado um curso de sobrevivência na selva e manutenção de armamento com disparos de arma de fogo em uma área indígena.

As investigações apontam que o suspeito chamado de 02 é o responsável por utilizar um barco com motor para levar os alunos do curso e o instrutor chamado de 01 até uma região de mata às margens do Rio Vermelho para efetuarem os disparos de armas de fogo. O grupo sobe o rio São Lourenço por alguns quilômetros para evitar que a comunidade indígena ouça o barulho dos disparos.

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