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Polícia Federal faz 2ª fase de operação em município de MT onde há desvio de recursos públicos

A Polícia Federal deflagrou hoje a operação onipresente, com o objetivo de apreender provas relacionadas à contratação ilegal de um médico em Salto do Céu (350 km a oeste de Cuiabá) na segunda fase das investigações que visam combater desvios de recursos públicos federais no município. São feitas buscas em uma residência, um consultório médico e uma secretaria municipal. Três mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz federal Rodrigo Bahia Accioly Lins, da 1ª Vara da Justiça Federal de Cáceres, e estão sendo cumpridos em operação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU).

As investigações indicam que de 2014 a 2017 um médico teria recebido salários vultosos da prefeitura de Salto do Céu. Informações do governo de Rondônia apontam que o mesmo profissional, no período de março de 2014 a março de 2016, trabalhou na Delegacia Regional da Polícia Civil em Ariquemes (RO), cumprindo 40 horas semanais. A cidade rondoniense está localizada a 1.113 km de Salto do Céu, o que tornava impossível a prestação do serviço nos dois locais.

Diante dos fatos, concluiu-se que os cerca de R$ 780 mil pagos ao médico pela prefeitura foram indevidos, devendo ser restituídos aos cofres públicos.

As diligências ainda mostram que o médico recebeu mais de R$ 1 milhão em contratos com o município. Em razão disso, atendendo a um pedido da PF, a Justiça Federal em Cáceres determinou o sequestro de bens móveis e imóveis e bloqueio de valores do investigado até o limite de R$ 1,1 milhão para garantir o ressarcimento ao poder público.

O profissional foi afastado das funções que continuava exercendo até a presente data. Outros servidores públicos também são investigados por permitirem a suposta prática ilegal.

O nome da operação é uma referência a seres dotados de poder especial, que detêm o poder de estarem presentes ao mesmo tempo em diferentes locais. A informação é da assessoria da PF.

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