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Polícia faz operação para prender 10 que arrombaram caixas eletrônicos em MT

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Só Notícias (foto: Só Notícias/arquivo)

A Polícia Civil iniciou, há pouco, a Operação Círculo Vicioso para desarticular grupo criminoso interestadual especializado em arrombar e furtar caixas eletrônicos e cumpre 74 medidas judiciais, sendo 10 prisões preventivas, 18 buscas e apreensões, 18 autorizações para acesso a dados de dispositivos eletrônicos, 15 quebras de sigilo bancários e 13 ordens de bloqueio de ativos financeiros no valor de aproximadamente R$ 240 mil. Os mandados são em Cuiabá, Rondonópolis, Joinville (SC) e São Luís (MA). 

As investigações iniciaram a partir de um furto ocorrido em janeiro deste ano, em um caixa eletrônico em um supermercado, no bairro Praia Grande, em Várzea Grande. Os criminosos utilizaram uma lança térmica, uma ferramenta industrial usada para cortar materiais resistentes, para romper o cofre do equipamento. Mesmo com o acionamento do sistema de segurança, que libera tinta sobre as cédulas para inutilizá-las, os criminosos conseguiram levar R$ 105 mil.

A equipe da GCCO/Draco identificou que o crime fazia parte de uma sequência de ataques com características semelhantes. Ao todo, foram identificados seis praticados entre novembro de 2025 e fevereiro deste ano em caixas eletrônicos de Cuiabá e Várzea Grande. Eles arrombavam paredes, utilizavam lonas para esconder a luminosidade produzida pela lança térmica e o cortavam cofres.

Conforme apurado, o grupo criminoso tinha núcleos responsáveis pela execução dos furtos, pela lavagem das cédulas sujas de tinta, pela utilização de equipamentos tecnológicos e pelo recebimento dos recursos ilícitos e utilizando produtos químicos e outros materiais. Em seguida, o dinheiro era depositado de maneira fracionada em diferentes agências bancárias, estratégia conhecida como smurfing, para dificultar a identificação da origem criminosa dos valores, distribuídos entre diferentes integrantes e terceiros, com depósitos em suas contas bancárias. A análise de imagens dos circuitos de segurança das instituições financeiras e outros elementos de investigação permitiram identificar a participação dos suspeitos em diferentes etapas do esquema criminoso.

A investigação apontou que o grupo tinha integrantes residentes em Santa Catarina, que se deslocavam para Mato Grosso para executar os ataques e conexões dos investigados com práticas criminosas anteriores no Rio de Janeiro e de Alagoas.

O nome Operação Círculo Vicioso faz referência ao ciclo criminoso, a dinâmica de repetição das atividades criminosas. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina, Maranhão e da PRF.

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