
As investigações sugerem suspeita de venda de “combustível batizado”, que mistura óleo queimado com outro tipo de combustível (como diesel, por exemplo). A legislação ambiental, assim como a Agência Nacional de Petróleo (ANP), prevê a destinação legal para o “óleo queimado”.
O delegado adjunto da Delegacia Especializada de Meio Ambiente, Gianmarco Paccola Capoani, explica que as empresas podem estar envolvidas em uma rede que atua nesse tipo de crime ambiental. “Durante as investigações, verificou-se um possível esquema de coleta de óleo contaminado na Baixada Cuiabana e posterior abastecimento de estabelecimentos que utilizam esse produto, altamente perigoso, para produção de energia térmica, geralmente em estruturas de fundição, ou seja queimando esse óleo novamente, causando um dano ambiental imenso, além dos riscos à saúde da população”, destaca.
Policiais da Gerência de Operações Especiais, Delegacia Especializada em Crimes Contra a Administração Pública , Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes e equipes da superintendência de Fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e peritos ambientais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) participaram da operação.


