A Operação Data Venia, deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Civil do Estado do Pará (PCPA) com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Diretoria de Operações Integradas (Diopi), e da Polícia Civil do Ceará (PCCE), desarticulou grupo investigado pela prática do golpe do falso advogado. A investigação identificou procedimentos policiais relacionados aos mesmos investigados em Mato Grosso, e nos do Amazonas (AM) e Amapá (AP), onde vítimas também foram lesadas pelo esquema criminoso.
Somente no Pará, o prejuízo apurado ultrapassa R$ 1 milhão. Ao todo, foram cumpridos 54 mandados de prisão preventiva e 60 de busca e apreensão domiciliar em diversos municípios cearenses: Fortaleza, Maracanaú, Caucaia, Morada Nova, Juazeiro do Norte, Brejo Santo e Farias Brito. No primeiro balanço da operação, 37 pessoas foram presas.
A investigação foi conduzida pela Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Pará, que identificou uma estrutura criminosa organizada atuando por meio de engenharia social. Os investigados entravam em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens, apresentavam-se como advogados ou integrantes de escritórios de advocacia e utilizavam dados públicos de processos judiciais, além de linguagem técnica, para conferir credibilidade à fraude. As vítimas eram induzidas a acreditar que tinham valores a receber em processos judiciais e, em seguida, eram cobradas supostas custas, impostos ou taxas cartorárias para liberar os recursos.
A diretora estadual de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Pará, delegada Vanessa Lee, destacou os objetivos da operação. “A desarticulação do grupo criminoso visa estancar os prejuízos de centenas de vítimas que tiveram suas economias lesadas sob falsas promessas de liberações judiciais. As investigações prosseguem para analisar os dispositivos apreendidos, identificar outros envolvidos e mapear o destino dos recursos ilícitos”, destaca a delegada.
Durante as diligências, foi identificado que parte dos investigados possui reincidência criminal e registros de prisões por crimes como tráfico de drogas e roubo, o que justificou a adoção das medidas cautelares. Os investigados poderão responder, conforme o caso, por estelionato eletrônico, associação criminosa ou organização criminosa, além de lavagem de dinheiro, com penas máximas que podem ultrapassar 22 anos de reclusão, em caso de concurso material.
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