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Polícia faz buscas a homem que mutilou esposa no Mato Grosso e fugiu levando criança

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A Delegacia da Polícia Civil em Colniza (1,1 mil km de Cuiabá) investiga os crimes de tentativa de feminicídio, tortura e cárcere privado praticados contra uma mulher, 21 anos, no último fim de semana. Ela foi mutilada e sofreu diversas lesões causadas pelo companheiro que, após o crime, fugiu com a filha do casal, de nove meses. A polícia confirma que o agressor é considerado foragido da justiça.

O delegado Bruno França representou pela prisão preventiva dele por tentativa de feminicídio, posse ilegal de arma de fogo, tortura qualificada e cárcere privado, decretada pelo juízo da Comarca local. Também foi deferido o pedido de busca e apreensão da criança. O crime foi no distrito de Taquaruçu do Norte, distante em torno de 250 quilômetros da cidade de Colniza.

A Delegacia de Colniza busca pelo paradeiro do criminoso e a Polícia Civil de Rondônia foi comunicada sobre o mandado de prisão contra o suspeito.

A Polícia Civil solicitou apoio ao núcleo da PM na região, que seguiu até a casa da vítima e encontrou a mulher com ferimentos, hematomas e uma lesão já infeccionada na genitália. Ela foi socorrida para Colniza, diante do quadro grave de saúde.

Em depoimento à Polícia Civil, ela descreveu que as agressões tiveram início na sexta-feira quando ele chegou na casa agressivo, após ingerir bebida alcoólica e houve discussão. Depois, o suspeito começou a sessão de socos e chutes e tentou atirar contra a vítima, como a arma falhou, ele quebrou o cabo da espingarda na cabeça da mulher e depois a mutilou. A irmã da vítima, que também convive com o agressor, tentou ajudá-la, mas foi agredida. Ambas foram impedidas de sair da casa para buscar ajuda.

Apenas 24 horas após o início das agressões, quando vizinhos foram à residência e se depararam com a situação de violência, foi possível pedir socorro e acionar a polícia.

Ao perceber a chegada da viatura policial em Taquaruçu do Norte, o suspeito fugiu para a mata levando a filha de nove meses.  “As declarações colhidas exames realizados deixam bem claro que o suspeito submeteu a vítima a uma série de agressões físicas e psicológicas, com claro intento de provocar dor e sofrimento a sua companheira, o que foi então evoluindo para uma tentativa de feminicídio”, destacou Bruno França.

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