A Polícia Civil deflagrou, hoje, a Operação Patrinus Malus para cumprimento de nove mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão domiciliar, com alvos integrantes de organização criminosa envolvida com tráfico de diferentes tipos de entorpecentes atuante em Cuiabá e região metropolitana. Os mandados são cumpridos em Cuiabá e em Florianópolis (SC).
Segundo a polícia, entre os alvos está uma liderança da organização criminosa, que mesmo preso, comandava todas as operações do esquema de dentro da unidade prisional. As investigações da Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), iniciadas em março do ano passado, revelaram a existência de um grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas, que operava de forma estruturada e contínua, com divisão clara de tarefas, regras internas e hierarquia bem definida entre seus membros.
Durante o período de investigações, segundo a polícia, foram identificadas múltiplas transações envolvendo diferentes tipos de entorpecentes, entre eles cocaína, MDMA e derivados da cannabis sativa, com utilização de métodos elaborados de distribuição e logística. Para prática do crime, os integrantes recebiam e seguiam diretrizes determinadas pela facção criminosa, de alcance nacional, que padronizava desde os tipos de drogas a serem comercializadas até os valores praticados e os responsáveis pelo recebimento e saque do dinheiro.
Um dos alvos fugiu de Cuiabá, sendo as ordens judiciais em seu desfavor cumpridas na cidade de Florianópolis (SC) com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina. Todos os presos serão encaminhados para unidades de custódia, onde permanecerão à disposição da Justiça.
“Os trabalhos continuam por pelo menos mais 30 dias de diligências, com o objetivo de identificar novos integrantes da rede, aprofundar o mapeamento do esquema criminoso e reunir elementos para eventuais desdobramentos judiciais”, disse o delegado da Denarc, Eduardo Ribeiro.
“Patrinus Malus”, expressão em latim que significa padrinho do mal, faz referência direta ao alvo principal da investigação: um integrante batizado pelo próprio líder do grupo criminoso.
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