
O delegado Carlos Fernando da Cunha disse que a investigação foi repassada a fazendária devido sua atribuição estadual, já que a maioria das lojas está no interior de Mato Grosso. O delegado explicou que por ser a mercadoria de origem ilícita as notas fiscais emitidas com a venda dos computadores também são “ideologicamente” falsas. “A nota é materialmente verdadeira, mas o conteúdo dela ‘ideologicamente’ falsa”, declarou. Não houve pedido de prisão, pois a investigação ainda irá confirmar se a administração das lojas tinham conhecimento que a carga adquirida era roubada, embora não tenha nota fiscal dos produtos. “Alguém à frente da administração dessas lojas sabia que a mercadoria entrou sem nota. Estão esquentando o documento”, destacou.
Os responsáveis pelo Grupo podem responder pelos crimes de receptação e sonegação fiscal. Os mandados de buscas foram expedidos pela Vara do Crime Organizado do Fórum de Cuiabá.
Outro lado
Só Notícias procurou, há pouco, a direção da Rio Móveis. O diretor da rede, Joadilson Aquino, disse que a empresa está "tranquila" e que "foram apresentados ao delegado chefe da operação, na matriz em Colíder, todos os documentos necessários relacionados às compras dos computadores, origem e também impostos. “Ele olhou toda documentação e saiu satisfeito […]” Jodilson destacou que agora, segundo a polícia, o foco se volta ao fornecedor dos computadores, que afirmou ser de São Paulo. “A empresa (Rio Móveis) está complacente com a polícia e colaborando. Todos os computadores foram recolhidos das demais lojas e estão sendo trazidos para a matriz”.



