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Polícia apreende computadores em lojas em Cuiabá e Nortão; diretor nega irregularidade

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Uma rede de lojas de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos está sendo investigada, neste momento, por polciais civis que cumprem 22 mandados de busca e apreensão, na operação "QBex", em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Colíder, Marcelândia, Itaúba, Peixoto de Azevedo, Matupá, Aripuanã, Juara, Contriguaçu, Juruena, Nova Canaã do Norte, Nova Bandeirantes, Monte Verde e Paranaíta. A assessoria da Polícia Civil informa que a rede Rio Móveis está sendo investigada.  "A Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública apura suspeita que computadores roubados em Goiás, no ano passado, estariam sendo revendidos. A denúncia foi repassada a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso por meio da Diretoria de Inteligência, depois que a Polícia Civil de Goiás, prendeu uma quadrilha de roubos e descobriu que a mercadoria estaria sendo comercializada em Mato Grosso. De acordo com as investigações, mais de 600 computadores avaliados em cerca de  R$ 1 milhão, roubados em Goiás estariam sendo vendidos nas lojas. Na loja do CPA I, em Cuiabá, a delegada Liliane de Souza Murata Costa, com sua equipe apreendeu 23 notebooks e 8 CPU. Em Várzea Grande, no bairro Cristo Rei, o delegado titular da Fazendária, Carlos Fernando da Cunha Costa, encontrou 25 computadores, do lote subtraído.  “Os computadores não têm número de série, mas tem uma configuraração  exclusiva para a venda alvo do roubo em Goiás”, disse.  

O delegado Carlos Fernando da Cunha disse que a investigação foi repassada a fazendária devido sua atribuição estadual, já que a maioria das lojas está no interior de Mato Grosso. O delegado explicou que por ser a mercadoria de origem ilícita as notas fiscais emitidas com a venda dos computadores também são “ideologicamente” falsas. “A nota é materialmente verdadeira, mas o conteúdo dela ‘ideologicamente’ falsa”, declarou. Não houve pedido de prisão, pois a investigação ainda irá confirmar se a administração das lojas tinham conhecimento que a carga adquirida era roubada, embora não tenha nota fiscal dos produtos. “Alguém à frente da administração dessas lojas sabia que a mercadoria entrou sem nota. Estão esquentando o documento”,  destacou. 

Os responsáveis pelo Grupo podem responder pelos crimes de receptação e sonegação fiscal. Os mandados de buscas foram expedidos pela Vara do Crime Organizado do Fórum de Cuiabá. 

Outro lado
Só Notícias procurou, há pouco, a direção da Rio Móveis. O diretor da rede, Joadilson Aquino, disse que a empresa está "tranquila" e que "foram apresentados ao delegado chefe da operação, na matriz em Colíder, todos os documentos necessários relacionados às compras dos computadores, origem e também impostos. “Ele olhou toda documentação e saiu satisfeito […]” Jodilson destacou que agora, segundo a polícia, o foco se volta ao fornecedor dos computadores, que afirmou ser de São Paulo. “A empresa (Rio Móveis) está complacente com a polícia e colaborando. Todos os computadores foram recolhidos das demais lojas e estão sendo trazidos para a matriz”.

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