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Polícia apreende caminhão com produtos para distribuição por facção em Mato Grosso

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

Uma ação integrada da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal resultou na apreensão, ontem, de um caminhão carregado com produtos destinados à montagem de cestas básicas pertencente a uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso. A abordagem ocorreu na BR-070, em Cáceres, e o motorista do veículo, de 35 anos, foi encaminhado à delegacia.

Após receberem uma denúncia, as equipes policiais iniciaram diligências e monitoramento do veículo do suspeito e o abordaram quando ele entrou em Cáceres. Durante a busca veicular, foram encontrados diversos produtos alimentícios e de higiene, como açúcar, óleo, café, feijão, farinha, sal, macarrão, bolachas, molho de tomate, miojo, arroz, papel higiênico, sabonete, detergente, creme dental, sabão em pó e água sanitária, materiais estes compatíveis com a composição de cestas básicas.

Dentro do caminhão também foram encontradas diversas notas fiscais eletrônicas. Questionado, o condutor do caminhão relatou que o veículo pertence a uma empresa de alimentos e que havia sido carregado em Cuiabá. “Constatou-se ainda que o condutor que realizaria as entregas nas cidades constantes nas notas fiscais só saberia do local exato quando chegasse ao destino, modus operandi muito utilizado por facção criminosa para dificultar a identificação de seus membros”. Afirmou o delegado Fabricio Alencar.

O motorista foi conduzido para a delegacia, junto com o caminhão e o material apreendido. Agora, o delegado Fabricio Alencar irá representar junto ao Poder Judiciário pela destinação dos produtos apreendidos a instituições de caridade, de modo que os materiais possam ser utilizados em benefício de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A distribuição de alimentos, cestas básicas e outros benefícios por facções criminosas faz parte de uma estratégia para ampliar sua influência em comunidades vulneráveis. Além de buscar apoio e simpatia dos moradores, os grupos utilizam essas ações para fortalecer o controle territorial, dificultar denúncias às autoridades e criar uma imagem de supostos “protetores” da população. Porém, o principal objetivo é consolidar poder, obter legitimidade social e facilitar a atuação das organizações criminosas nas regiões onde estão inseridas.

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