O policial militar apontado como autor dos disparos que mataram o ex-policial militar Ednilton Rafael Santos Costa, de 36 anos, foi apresentado à Delegacia de Polícia Civil de Sinop, hoje, logo após o homicídio registrado em uma empresa no bairro Jardim Terra Rica. Só Notícias apurou com fontes que ele e o proprietário da empresa foram apresentados pelo comandante regional da PM, acompanhados por advogado. Ambos foram liberados, pois, segundo o delegado Bráulio Junqueira, não houve elementos suficientes para lavrar o flagrante.
Eles foram interrogados separadamente por várias horas e apresentaram a versão de que o ex-policial militar Ednilton Rafael Santos Costa teria ido até a marmoraria e sacado uma arma ao entrar no estabelecimento. Segundo eles, havia a suspeita de que a vítima pretendia ameaçar ou atentar contra a vida do empresário, já que ele estaria decretado de morte por uma facção criminosa. Com base nos elementos coletados até agora, o delegado declarou que não existiam evidências suficientes para registrar o flagrante. O policial confessou ter efetuado os disparos, apresentou sua versão dos fatos e explicou por que estava no local e utilizou o fuzil.
O delegado afirmou ainda que as investigações continuam para esclarecer a real motivação da ida da vítima à empresa e verificar se ela realmente pretendia cometer algum ataque ou se havia outra razão para sua presença no local. Ainda devem ser ouvidas mais testemunhas.
Conforme Só Notícias já informou, Ednilton foi encontrado já sem vida em frente à porta da empresa. A perícia constatou, preliminarmente, que foram efetuados cerca de cinco disparos de arma de fogo, sendo um deles na região da face da vítima. Os tiros partiram do interior do escritório da marmoraria e, após atingirem o ex-PM, alguns projéteis ainda acertaram a parede do barracão do imóvel. Ao lado do corpo foi localizada uma pistola calibre .380, que foi apreendida para perícia.
Durante os trabalhos no local, investigadores verificaram que o equipamento DVR do sistema de monitoramento da empresa estava sem os cabos e não havia imagens internas disponíveis. A proprietária da empresa informou, porém, que o aparelho havia sido retirado anteriormente em razão da mudança da empresa. Ainda assim, a Polícia Civil conseguiu obter imagens de câmeras de segurança de uma empresa vizinha, que foram encaminhadas à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para auxiliar nas investigações.
Segundo o boletim, uma testemunha relatou ter visto o dono da empresa e outro homem nas dependências do estabelecimento no momento dos fatos. Uma testemunha informou aos investigadores que havia conversado com o proprietário pouco antes do crime e foi informada de que ele estava no local acompanhado de outra pessoa.
Foram apreendidos três computadores, um notebook pertencente à empresa, além do telefone celular da vítima e da caminhonete Amarok utilizada por Ednilton. Todo o material será submetido à perícia para contribuir com o esclarecimento do homicídio.
Logo após o fato, através de nota, o 11º batalhão da Polícia Militar informou que o ex-policial tinha “suposto envolvimento com organização criminosa” e que “teria se deslocado até o imóvel com a intenção de assassinar o proprietário de uma empresa”. Ainda segundo a nota, o empresário relatou que vinha recebendo ameaças e, por isso, acionou um amigo, policial militar, que foi até o local. A corporação informou que, “no momento em que a vítima efetuava ameaças com arma de fogo em punho”, o policial militar atirou contra o ex-policial Ednilton. Em seguida, ele fugiu do local.




