O piloto da aeronave interceptada pela Força Aérea Brasileira (FAB), ontem, morreu hoje de manhã, após ser localizado e entrar em confronto com policiais do Gefron em uma região de mata, em Juara (300 km de Sinop). Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos. A identificação dele ainda está sendo confirmada.
Conforme o comandante do 21º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Alex Fontes, a ocorrência começou na manhã de ontem, quando a aeronave foi interceptada. Após conseguir pousar em uma pista localizada dentro de uma fazenda, ele saiu da aeronave e ateou fogo no avião, antes de fugir em direção a uma área de mata. A suspeita, conforme o oficial, era de que a aeronave transportasse uma grande quantidade de entorpecentes. “Ele próprio ateou fogo nessa aeronave, com o intuito de esconder qualquer materialidade que ele tivesse ali de crime, que possivelmente teria uma grande quantidade de entorpecente”, relatou o tenente-coronel.
Após a fuga, equipes da Polícia Militar, incluindo a Patrulha Rural, realizaram buscas e montaram um cerco na região, com apoio do Gefron. O piloto não foi encontrado durante as diligências iniciais realizadas. À noite, a operação passou a ser conduzida pelo grupo especializado do Gefron, que possui treinamento e equipamentos específicos para ações em ambientes noturnos. Na manhã deste sábado, os policiais localizaram o homem, que, segundo o comandante, resistiu à abordagem e acabou sendo atingido. Ele foi socorrido, mas morreu após dar entrada no hospital.
Ainda de acordo com o comandante, as informações levantadas até o momento indicam que o piloto estaria sozinho. Ele teria deixado o local da aeronave carregando uma mochila ou outro objeto de apoio à fuga. A possível presença de outras pessoas não foi confirmada.
O oficial também destacou que a região de Juara e municípios próximos é utilizada por aeronaves que recorrem a pistas em fazendas e áreas remotas, o que dificulta o trabalho de fiscalização. Segundo ele, os responsáveis mudam os locais de pouso para tentar escapar das ações policiais. “Eles utilizam vários tipos de pistas, por dentro de fazendas, áreas mais remotas, distantes. Muitas vezes, utilizam uma, depois desativam e vão para outra, tudo isso para tentar burlar o trabalho da polícia”, explicou.
Por se tratar de um possível caso de tráfico internacional de drogas, a Polícia Federal de Sinop acompanha o caso. Conforme Só Notícias, a FAB detalhou o procedimento que culminou na interceptação da aeronave.
Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.



