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Pai que matou o filho em Sorriso diz que teve ‘apagão’; perícia apura morte por asfixia

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Só Notícias/Ana Dhein com Lucas Torres, de Sorriso (foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo)

A delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, responsável pelo Núcleo de Atendimento à Mulher, Adolescente e Criança, ouviu o depoimento do homem suspeito de assassinar o próprio filho de 2 anos, no final de semana em Sorriso. Ele teria confessado o crime e detalhado que colocou a criança no ombro, com o rosto contra uma coberta, enquanto era pressionado pelo braço do pai, como se estivesse dando um “abraço apertado.” A equipe do Instituto Médico Legal realizou a necropsia e o laudo ser finalizado em 10 dias.

Segundo a Laísa, na carta escrita pelo homem, ele teria relatado diversas vezes que ‘levaria o filho com ele’, fala que corrobora para que o pai tenha assassinado o próprio filho. Ele ainda teria alegado que não se recordava dos fatos. “A única coisa que ele lembra, era de estar escrevendo a carta e a mensagem no aparelho celular. Ele estava tomando um copo de whisky com energético e o filho deitado na cama assistindo vídeo no celular. Disse que depois disso teve um apagão e somente se lembra de estar já no hospital, então assim, nós estamos apurando os fatos, vamos aguardar o laudo pericial, foi feita também uma perícia lá no local onde os fatos ocorreram. O celular dele foi apreendido e também foram encontradas munições de arma de fogo.”

“Ele está sendo autuado em flagrante de delito pela prática do crime de homicídio por motivo fútil e contra menor de 14 anos, também majorado por se tratar do pai da própria vítima, também por posse ilegal de munição de arma de fogo de uso permitido. Até para preservar a mãe nesse momento, ela ainda não foi ativada porque a gente está tentando respeitar o luto. O relacionamento ele findou tem pouco tempo, e o que tudo indica foi porque ele não aceitava o término do relacionamento e tomou ciência de que ela estava se envolvendo com um amigo.”

Ainda conforme explicado pela delegada, o suspeito não teria aceitado que a ex-companheira tivesse iniciado um novo relacionamento. “Segundo ele, esse amigo é envolvido no crime e que ele não queria que o filho dele tivesse contato com essa pessoa. A gente não tem muitas informações, até mesmo porque ele colaborou até certo momento, mas depois se fechou e não quis mais relatar os fatos.”

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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