Uma menina de 2 anos e a irmã mais velha, cuja idade não foi informada, são citadas em uma denúncia de possíveis maus-tratos supostamente praticados pela própria mãe, de 25 anos, no bairro Residencial das Acácias. O caso foi registrado neste fim de semana na Polícia Civil pelo pai da criança mais nova, também de 25 anos. Conforme o boletim de ocorrência, o homem relatou que tomou conhecimento das possíveis agressões por meio de informações repassadas pelo Conselho Tutelar. Segundo o relato, a filha mais velha da suspeita teria contado que foi agredida pela mãe com um cabo de rodo, o que teria provocado cicatrizes na região da boca. O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.
Ainda segundo o boletim policial, a menina mais velha também teria presenciado uma situação envolvendo a criança de 2 anos, alguns dias antes. Ela relatou que a mãe levou a irmã mais nova ao banheiro feminino de uma igreja e permaneceu no local por algum tempo. Ao entrar no banheiro para verificar o que estava acontecendo, teria visto a mulher colocando papel utilizado para secar as mãos dentro da boca da menina de 2 anos, supostamente para impedir que ela chorasse ou chamasse a atenção das pessoas.
O pai ressaltou à Polícia Civil que não presenciou o episódio e que tomou conhecimento da situação por meio do relato da outra criança e das informações apresentadas pelo Conselho Tutelar. Ele afirmou, entretanto, que já havia percebido comportamentos da filha que lhe causavam preocupação. Segundo o homem, quando permanecia sob seus cuidados, a menina demonstrava resistência em retornar para a mãe, chorava intensamente e se recusava a acompanhá-la.
O comunicante também informou que há uma medida protetiva de urgência contra ele envolvendo a ex-companheira. Segundo sua versão, a mulher teria afirmado que a medida havia sido retirada e solicitado sua ajuda nos cuidados com a filha. Ele disse que acreditou na informação e voltou a auxiliá-la sem exigir comprovação da revogação. O homem ainda declarou que a ex-companheira teria ido diversas vezes até sua residência e, em algumas ocasiões, entrado no imóvel sem autorização, inclusive por uma janela. Conforme o relato, ela utilizaria situações envolvendo a filha para se aproximar dele.
De acordo com o boletim, a menina de dois anos está atualmente sob os cuidados do pai. O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.
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