A Polícia Civil deflagrou, hoje, a Operação Tu Quoque, para cumprir quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar com foco na desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes e tráfico de drogas com ligação entre duas facções criminosas atuantes no Estado. Também são cumpridas medidas de restrição de veículos e bloqueios de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões. Entre os alvos envolvidos no esquema está um praça da Polícia Militar, apontado como um dos líderes do grupo investigado. Os mandados são cumpridos em Pontes e Lacerda e Várzea Grande.
As investigações têm como foco a desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes subtraídos em pontos de armazenamento de drogas de uma organização criminosa na região de fronteira e que, posteriormente, eram redistribuídos por integrantes de outra facção na região metropolitana. Segundo as investigações da Delegacia de Pontes e Lacerda, o esquema funcionava por meio de dois núcleos, um deles responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira.
O segundo núcleo tinha uma função distinta e se deslocava da Capital do Estado para Pontes e Lacerda para atuar no roubo da droga e, posteriormente, transportar e distribuir os entorpecentes na região metropolitana. Segundo a polícia, praça, “apontado como principal alvo da operação, era o responsável pelo roubo do entorpecente, saindo da Capital para Pontes e Lacerda para subtrair a droga”. Ele também fazia a separação do entorpecente para outra equipe do grupo criminoso, que atuaria na distribuição.
A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados. Também foi descoberto o esquema envolvendo roubos ligados a facções criminosas, além da redistribuição e comercialização do entorpecente subtraído.
Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada para a pulverização dos valores.
A expressão latina tu quoque significa literalmente “tu também” ou “até tu” e faz referência ao fato de existir, como pivô da organização criminosa, um membro das forças de segurança, representando uma significativa quebra da confiança depositada e esperada dos agentes públicos.
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