A Polícia Civil deflagrou, hoje, a Operação Last Loop para cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão domiciliar contra um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas sintéticas e que utilizava eventos de música eletrônica como fachada para distribuição de entorpecentes e comércio de armas de fogo. Os mandados foram cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Alta Floresta.
Um dos alvos é um DJ que atuava como organizador de eventos de música eletrônica, criando, segundo a polícia, “um ambiente propício para a comercialização de drogas sintéticas como MDMA (ecstasy), LSD e derivados de cannabis, além de cocaína”. Dois dos seis investigados já se encontravam presos e tiveram novos mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça. Houve prisão em flagrante, além da apreensão de drogas e armas de fogo, durante o cumprimento de mandados.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), revelaram que o grupo escolhia deliberadamente o ambiente das festas eletrônicas para operar. Os elementos coletados durante as investigações demonstraram que o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada e a regularidade das transações. Segundo a polícia, os investigados adotavam métodos sofisticados para dificultar o rastreamento financeiro das operações. Os pagamentos eram realizados via Pix em contas de empresas e de terceiros (laranjas), tornando mais complexa a identificação da origem dos recursos pelos órgãos de controle.
Além do tráfico de entorpecentes, as investigações revelaram que os investigados também estavam envolvidos em negociações de material bélico.
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