A jovem identificada como Julia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, foi vítima de feminicídio, ontem à noite, em uma residência no bairro São Cristóvão, em Tapurah (204 km de Sinop). Os dois envolvidos, um homem de 75 anos, apontado como autor do crime, e outro de 66 anos, suspeito de tentar ajudar na ocultação do corpo, foram presos em flagrante e encaminhados à delegacia.
Segundo o boletim de ocorrência, no qual Só Notícias teve acesso, a Polícia Militar foi acionada após a denúncia de um homem com um facão no local. Ao chegarem, os policiais encontraram diversas pessoas nas proximidades da residência e localizaram um dos suspeitos no quintal do imóvel, visivelmente nervoso e portando a arma.
Foi realizada a entrada na casa, momento em que o suspeito foi imobilizado. Durante as buscas, o corpo da vítima foi encontrado próximo ao veículo do suspeito, que estava com o porta-malas aberto, indicando uma possível tentativa de ocultação de cadáver. Ainda conforme a polícia, testemunhas relataram a participação de um segundo homem, que teria fugido minutos antes da chegada da equipe. Ele teria sido chamado para ajudar na remoção do corpo. Após diligências, o suspeito foi localizado em outro endereço, na região central da cidade.
Segundo a PM, o principal suspeito confessou o crime e indicou onde havia escondido as armas utilizadas para matar a vítima, um pé de cabra e uma faca. Já o segundo detido afirmou que apenas auxiliou na tentativa de colocar o corpo no porta-malas do carro, mas que a ação foi interrompida com a chegada de populares ao local.
A cena do crime foi isolada para os trabalhos da perícia, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil, que irá apurar as circunstâncias e a motivação do crime.
Julia era atendente de uma choperia e deixou um filho de 3 anos. Nas redes sociais, amigos e familiares lamentaram. Moradores da cidade também relataram indignação com o caso. “Em toda a minha vida, eu nunca pensei em ver algo tão forte, absurdo e cruel. Querida jovem do sorriso largo! A dor da sua partida faz chorar meu coração”, “Até quando mulheres vão continuar morrendo por serem mulheres? Hoje a dor tem nome: Júlia”.
Em instantes mais detalhes
Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.




