Polícia

Lucas R. Verde: polícia libera 3 que foram acusados por latrocida confesso

Cristiano César Aguiar, Vanderlei de Oliveira e Réverson Waskiewecz Sene deixaram o presídio Ferrugem. Eles foram presos sob suspeita de envolvimento com Rodrigo Leme de Almeida (Bob), latrocida confesso de mãe e filha, mês passado, em Lucas do Rio Verde. A polícia não encontrou provas contra eles.

Ontem, os três falaram com a imprensa no escritório da advogada Soleica Fátima Góes Lima. Ainda abalados, revelaram que ficaram isolados em uma cela da penitenciária, sem receber muitas informações. As prisões provisórias haviam sido decretaras pela Justiça de Lucas, um dia depois do crime.

O delegado Flávio Stringueta disse que vai manter a acusação de posse irregular de arma de fogo contra Cristiano e Réverson, já que foram apreendidas duas armas em suas residências.

O inquérito deve ser concluído após a inquirição de algumas pessoas que teriam recebido parte do dinheiro (cerca de R$ 2 mil) que foi roubado da casa das vítimas, de Rodrigo Leme de Almeida, conhecido como Bob, apontado como mentor do crime, que se suicidou dois dias depois de ser preso.

Antes de se enforcar, no presídio de Sinop, Bob revelou, em depoimento, que Cristiano e Vanderlei teriam planejado o crime com ele, e, no dia, passado instruções via telefone. Mas, por meio da quebra de sigilo telefônico dos três, a polícia confirmou que eles não tiveram nenhum contato com Bob. Stringueta acredita que ele tenha simulado o atendimento dos telefonemas, pois precisava confirmar a existência de outros membros do grupo.

Bob agiu sozinho no dia do crime. Ele abordou a empresária Marlene Girardi, 34 anos, quando ela chegava em casa, com sua filha Isadora, de 5 anos. O outro filho dela já tinha sido amordaçado, quando chegou da escola. Após pegar o dinheiro que estava no cofre, Bob levou mãe e filhos até o distrito de Primaverinha, a cerca de 30 km da cidade, onde atirou na empresária e no adolescente.

O garoto foi deixado no local, sendo encontrado somente no dia seguinte, baleado. Os corpos de Marlene e de sua filha, que morreu asfixiada, foram abandonados no porta-malas do carro, próximo da igreja matriz.