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IML aponta asfixia por constrição no pescoço como causa da morte de criança em Sinop

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Só Notícias/Kelvin Ramirez (foto: Só Notícias/arquivo)

O laudo do Instituto Médico Legal (IML), ao qual Só Notícias teve acesso, apontou que uma menina de 2 anos morreu por asfixia mecânica aguda provocada por constrição cervical extrínseca, ou seja, compressão externa do pescoço. O exame também identificou que a menina estava em estado crônico de subnutrição e desidratação. A criança morreu no último domingo, em Sinop. Ela foi levada pelo pai para a UPA da André Maggi, já em parada cardiorrespiratória. Segundo os profissionais que realizaram o atendimento, havia sinais clínicos de óbito havia pelo menos uma hora, além de sinais de desnutrição e condições inadequadas de higiene.

Conforme o laudo necroscópico, apesar do quadro de subnutrição e desidratação, essas condições não foram apontadas como causa direta da morte. O documento estabelece que o óbito ocorreu em decorrência da asfixia provocada pela constrição do pescoço.

O exame também traz críticas contundentes à conduta dos pais. Segundo o médico legista, houve “indiferença dos pais perante o quadro da menor, inclusive mesmo após o seu falecimento”, conforme informações registradas no histórico da vítima, no relatório de óbito elaborado pelo médico plantonista e durante a avaliação dos genitores na ocasião das prisões.

O laudo afirma ainda que o comportamento dos pais “causou estranheza, incômodo e repulsa” nos profissionais que tiveram contato com o caso.

Conforme Só Notícias, no dia dos fatos, a Polícia Civil havia sido acionada depois que a equipe médica da UPA André Maggi comunicou a entrada da criança em parada cardiorrespiratória. Aos profissionais, os pais relataram que a menina havia sido vista com vida durante a madrugada e que, entre 5h e 6h, perceberam que ela não respondia. O atendimento médico, porém, só foi procurado posteriormente, com a chegada à unidade por volta das 7h.

A equipe médica informou ainda que a criança tinha histórico de internação recente e que, naquela ocasião, já apresentava sinais de desnutrição. O Conselho Tutelar havia sido acionado anteriormente. Inicialmente, diante das circunstâncias, os profissionais levantaram a possibilidade de a morte estar relacionada à negligência ou à ausência de cuidados adequados. A causa do óbito, entretanto, ainda não havia sido determinada naquele momento.

Após ser comunicada, a Polícia Civil foi até a unidade de saúde e acionou o IML para os procedimentos necessários. Os pais foram conduzidos à delegacia e autuados em flagrante. A mãe, de 17 anos, foi autuada pela prática de ato infracional análogo aos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos contra menor de 14 anos. O pai, de 20 anos, foi autuado pelos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos contra menor de 14 anos.

As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar a dinâmica que levou à asfixia da criança.

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