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GAECO prende em Mato Grosso alvo em operação contra sonegação fiscal no comércio de grãos

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Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco-MT) cumpriu, hoje, mandado de prisão contra um investigado no Estado durante a Operação Safra Oculta, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) para desarticular um suposto esquema interestadual de sonegação fiscal no comércio de grãos. A operação ocorre simultaneamente em Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Santa Catarina e Bahia e investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Ao todo, foram expedidos nove mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão nos cinco estados. Em Mato Grosso, o Gaeco cumpriu uma das ordens de prisão determinadas pela Justiça. Conforme as investigações, o grupo teria criado uma rede de empresas para realizar operações de comercialização de grãos e dificultar a identificação dos responsáveis pelas transações.

Entre os alvos estão três contadores que seriam integrantes da estrutura utilizada para operacionalizar o esquema. As apurações apontam ainda que empresas conhecidas como “noteiras” seriam utilizadas para emitir documentos fiscais e formalizar operações comerciais. Segundo os investigadores, a estrutura permitia movimentar grandes quantias por meio de empresas registradas em nome de terceiros e sem capacidade econômica compatível com os valores negociados.

Duas das principais empresas investigadas acumulam mais de R$ 90 milhões em débitos de ICMS constituídos e não pagos. Uma delas teria movimentado aproximadamente R$ 200 milhões durante o período analisado. Além da suposta sonegação fiscal, a operação busca identificar possíveis crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, assim como produtores rurais e empresários que eventualmente tenham se beneficiado do esquema.

A força-tarefa reúne o Ministério Público de Goiás, por meio do Gaeco e do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-GO), além dos Gaecos de Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina, do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) do Ministério Público da Bahia, da Secretaria de Estado da Economia de Goiás e das Polícias Civil e Militar de Goiás.

As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e dimensionar o alcance do suposto esquema.

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