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Funcionária é resgatada após denunciar cárcere privado e trabalho sem salário em Sinop

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Só Notícias/Kelvin Ramirez (foto: Só Notícias/arquivo)

Uma mulher de 37 anos foi resgatada após denunciar, ontem, que estava sendo mantida em cárcere privado e submetida a condições análogas à escravidão em um estabelecimento comercial. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, no qual Só Notícias teve acesso, após denúncia, os policiais foram até o local e encontraram a mulher e a suspeita, de 30 anos.

Em relato à polícia, a vítima afirmou que, no último dia 18, por volta das 23h, foi acusada pela proprietária do estabelecimento de desviar dinheiro do caixa. A partir disso, segundo ela, passou a ser agredida fisicamente pela suspeita, com apoio de uma terceira pessoa, além de sofrer ameaças de morte. A mulher relatou ainda que foi obrigada a trabalhar sem remuneração para quitar uma suposta dívida e impedida de deixar a quitinete onde estava alojada, sob ameaça. Ela também disse que teve o celular confiscado e que recebia apenas uma refeição por dia, enfrentando situação de fome.

Sem conseguir suportar as condições, a vítima conseguiu acesso a um celular emprestado, criou um perfil em rede social e denunciou o caso no Instagram do grupo Raio da PM. Conforme o boletim de ocorrência, a suspeita negou as acusações e afirmou que não houve cárcere privado, agressões ou retenção de celular. No entanto, os policiais constataram que a vítima apresentava diversos hematomas pelo corpo, que, segundo ela, são decorrentes das agressões sofridas.

A mulher também afirmou que as agressões teriam ocorrido nos fundos da empresa, em uma área residencial da suspeita, e que os atos teriam sido registrados tanto por celular quanto por câmeras de segurança do local. Ainda conforme a denúncia, a vítima trabalhava no estabelecimento há cerca de quatro meses sem registro em carteira e estava há dois meses sem receber salário, atuando em troca de moradia e alimentação.

Diante dos indícios, a polícia recolheu o equipamento de armazenamento de imagens do circuito interno do estabelecimento, com autorização da própria suspeita, que alegou que as gravações comprovariam sua inocência. O celular da vítima, não foi localizado. Já a suspeita estava com quatro celulares, sendo dois deles danificados, além de um caderno com anotações que, segundo ela, registrariam valores supostamente desviados pela vítima. Todo o material foi apreendido e encaminhado à delegacia.

As duas mulheres foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. A vítima apresentava lesões aparentes e deve passar por exames periciais. O caso segue sendo investigado.

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