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Estudante e ‘hacker’ de Tangará e Alta Floresta investigados por esquema de sextorsão com vítimas em vários Estados

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

A Polícia Civil fez hoje a Operação Véu para cumprimento de prisão preventiva, busca e apreensão e quebra de sigilo contra uma estudante de Direito em Tangará da Serra, que atuava com um esquema de “sextorsão” em série, tendo como vítimas pelo menos 15 pessoas, em diferentes Estados. Além das ordens judiciais contra a investigada, também foi autorizada busca e apreensão e quebra de sigilo em endereço vinculado a um suspeito, morador de Alta Floresta, que se apresentava como “hacker” e “designer gráfico”.

A investigação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado. Entre as vítimas, estão homens e mulheres, em especial casais liberais, que, segundo a polícia, eram abordados por meio de mensagens e extorquidos após serem submetidos a intensa pressão psicológica para não terem informações íntimas suas divulgadas.

Para praticar o crime, a investigada coletava imagens e referências em sites de relacionamento e, a partir disso, montava um dossiê em PDF, minuciosamente editado, reunindo fotos íntimas ao lado de dados pessoais, como perfis em redes sociais e locais de trabalho. Em seguida, exigia pagamento como condição para não divulgar o material. Também foi constatado que a investigada mantinha, em armazenamento, registros e materiais vinculados às extorsões, incluindo prints de conversas relativas a diversas abordagens e mensagens de envio de conteúdo sensível das vítimas a terceiros.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Antenor Pimentel, a gravidade do caso não se limitou às ameaças de exposição. “Em algumas situações, diante da recusa do pagamento, o conteúdo foi efetivamente divulgado, ampliando o dano psicológico e o temor de repercussões familiares, sociais e profissionais”, disse o delegado, através da assessoria.

As investigações apontaram ainda que o suspeito em Alta Floresta possui perfil compatível com a obtenção de informações pessoais e com a produção e diagramação do material utilizado para constranger e extorquir as vítimas.

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