A operação Vinculum Sanguinis da Polícia Civil contra um esquema de tráfico de cocaína entre a fronteira com a Bolívia e a região norte de Mato Grosso resultou na apreensão de R$ 169 mil em dinheiro vivo e 26,5 quilos de pasta base de cocaína, ontem, na residência de um dos principais articuladores do esquema em Cuiabá. Com um dos alvos, também foi apreendida uma máquina de contar dinheiro. Segundo o delegado da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, Eugenio Rudy, a investigação identificou que uma mesma família atuava diretamente na estrutura criminosa, inclusive na movimentação financeira do grupo.
Ao Só Notícias, o delegado afirmou que o principal alvo da investigação foi responsável somente no mês de março deste ano pelo transporte de 525 quilos de cocaína apreendidos durante a Operação Aurora Pantaneira. Conforme as investigações, o pai do suspeito, que atua como contador, teria movimentado grandes quantias em contas bancárias oriundas da comercialização de drogas, indicando um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo familiares.
A Operação Vinculum Sanguinis foi deflagrada ontem pela Polícia Civil para cumprir 23 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão domiciliar, bloqueios de contas bancárias que somam mais de R$ 1,2 milhão, além do sequestro de três veículos e cinco imóveis localizados em Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações conduzidas pela Draco de Sinop começaram em outubro do ano passado, após a prisão de dois suspeitos em Cláudia, ocasião em que um quilo de pasta base de cocaína foi apreendido. O que inicialmente parecia um flagrante isolado revelou, segundo a polícia, uma estrutura criminosa voltada ao transporte sistemático de grandes carregamentos de drogas.
Conforme a investigação, o grupo utilizava a rota entre Pontes e Lacerda, cidade localizada na fronteira com a Bolívia, e a região de Sinop para transportar cocaína e pasta base em viagens superiores a 700 quilômetros. Segundo a Draco, os laços familiares eram utilizados como mecanismo de confiança entre os integrantes e também para ocultação patrimonial dos valores obtidos com o tráfico de drogas.
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