Polícia

“Cabo Hércules” é condenado a mais de 21 anos em triplo homicídio

O ex-cabo da Polícia Militar Hércules Araújo Agostinho, o “Cabo Hércules” foi condenado há 43 anos de prisão em um triplo assassinato. Beneficiado pela delação premiada – quando o acusado ajuda a Polícia nas investigações e a Justiça – a pena caiu para 21 anos e seis meses de reclusão. Somadas às penas anteriores, “Cabo Hércules” agora já acumula mais de 100 anos de pena.

“Cabo Hércules” foi julgado e condenado pelo triplo homicídio dos adolescentes Leandro Gomes dos Santos, 15; Celso Borges, 16, e Mauro Celso Ventura de Moraes, 16. Os três foram executados com vários tiros na noite de 15 de maio de 2001, em um matagal nos fundos do bairro São Mateus, em Várzea Grande (Grande Cuiabá).

As três vítimas foram seqüestradas no final da tarde do mesmo dia em uma banca de camelô às margens da Avenida dos Trabalhadores, em frente ao Residencial Santa Inês, em Cuiabá. Alémd e assassinados, os três corpos foram ocultados em sepultamento em covas razas.

Em depoimento no ano passado, “Cabo Hércules” confessou o crime. Apontou João Leite como intermediário na pistolagem e o empresário João Arcanjo Ribeiro, o “Comendador” de 55 anos como o mandante do triplo homicídio. João Leite será julgado hoje.

A Tribunal do Júri Popular foi instalado no Fórum Criminal de Várzea Grande (Grande Cuiabá) e foi presidido pela Maria Erotildes Kneip Macedo.

Além do triplo homicídio qualificado, o jurado também julgou “Cabo Hércules” em crime de ocultação de cadáver. Apesar de confessar os três assassinatos em 2005, ontem o ex-militar negou tudo, inclusive as participações de João Leite e de João Arcanjo.