
Em 2012 foram registrados 24 boletins, no ano de 2013 o número subiu para 45, já em 2014 caiu para 27, em 2015 subiu para 60 e em 2016 o número chegou a 67. Nesses seis anos os registros chegam ao total de 329.
Segundo o secretário do GECCH, major PM Ricardo Bueno, o aumento no número pode estar relacionado a vários motivos, como o maior acesso a informação dos direitos garantidos aos LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).
De acordo com o levantamento realizado pela equipe do GECCH, Mato Grosso ocupa a terceira posição de estado com maior número de mortes relativas a homofobia, com 1 assassinato para cada 367 mil moradores. Fica atrás apenas do Acre que tem o maior índice, com uma morte para cada 270 mil habitantes. E em segundo fica Alagoas, com um homicídio para cada 279 mil.
Em Mato Grosso, desde 2009 os boletins de ocorrências registrados contam com a motivação de homofobia. Em 2010 foi incluído o campo para nome social de travestis e transexuais e em 2016 passou a ter a orientação sexual. “Com essa formatação do boletim de ocorrência, Mato Grosso se tornou referência nacional. O objetivo é garantir o respeito e a dignidade às vítimas LGBTs”, ressalta Bueno.
Uma das razões para essa formatação é o fato de que com isso é possível ter um indicador da quantidade de vítimas LGBTs que registram ocorrências no Estado. Assim o Grupo Estadual de Combate a Crimes de Homofobia pode atuar de forma integrada e sistêmica, materializando os índices de criminalidade referentes à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.


