domingo, 25/fevereiro/2024
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Transformações tecnológicas e o futuro

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Na terça feira, 22 de janeiro corrente (2013), em meio as várias matérias sobre a posse de Obama, li no The Wall Street Journal uma reportagem bem interessante e instigante, incluindo uma entrevista com Peter Diamandis, Chairman e Diretor Executivo da X Prize Foundation e dados de uma pesquisa recente com altos executivos de 500 grandes corporações aqui nos EUA,feita pela IESE Business School, sobre o limiar e os novos patamares de transformações tecnológicas e os impactos dos/as mesmos na economia, no governo e na sociedade no mundo todo.
O primeiro aspecto destacado é a velocidade das transformações tecnológicas,ou seja cada vez mais as atuais tecnologias estão entrando em estado de obsolescência de forma mais rápida. Só para se ter uma idéia, o volume de dados estocados e transferidos diariamente pelo mundo afora tem crescido e continuará crescendo em uma dimensão jamais vista ou imaginada. Em 2012 esses dados correspondiam a 2,84 milhões de pentabytes, este volume passará para 6,12 milhões em 2014; 10,87 em 2016; 21,61 em 2018 e 40,03 em 2020.

O número de usuários de internet, cada vez mais em sistemas de alta velocidade, deverá passar de dois bilhões de pessoas em 2010, para cinco bilhões em 2020. Esses três novos bilhões de pessoas, principalmente nos países em desenvolvimento, com destaque para os integrantes dos BRICs, terão níveis educacionais e de saúde cada vez melhores e poder aquisitivo maior. Os países que não investirem nesta área estarão fadados a ficar de fora dos circuitos da sociedade pos-moderna, onde o conhecimento e a tecnologia serão as grandes "commodities", cada vez mais valorizadas.

A relação entre valores de unidades das commodities tradicionais como alimentos, matérias-primas, minérios, produtos florestais será cada vez mais defasada,ou seja se hoje uma unidade de soja, digamos uma tonelada, pode comprar uma determinada unidade de tecnologia, dentro de uma década serão necessárias quatro ou cinco vezes mais unidades tradicionais para serem trocadas por unidades tecnológicas ou de conhecimento.

Os países estarão divididos entre produtores de conhecimeno e de tecnologia e países que perderem o bonde da história e serão apenas usuários desses novos bens e serviços. Um aspecto fundamental nesta corrida contra o tempo e rumo ao futuro são os investimentos e a qualidade da educacão. Países que deixarem de investir em educaçao de qualidade que possa levar ao desenvolvimento da ciência e de novas tecnologias estarão na periferia mundial. O desafio atual é estabelecer prioridades estratégicas, por exemplo, entre premiar a competência ou certas formas demagógicas que os governantes são tentados a estabelecer, entre usar os recursos públicos em políticas assistencias ou investir em uma verdadeira revoluçao educacional e tecnológica.

As oito grandes áreas onde os desafios quanto ao futuro devem ocorrer são: 1) Biotecnologia; 2) sistemas decomputação cada vez mais sofisticados, poderosos e rápidos; 3) sistemas de redes e segurança das informações; 4) inteligência artificial; 5) robótica; 6)manufaturamento digitalizado transnacional com presença de 3G cada vez mais; 7)medicina tecnológica, articulada em nível intercontinental, diagnósticos, imagens, nformatização e gestão de grandes sistemas e unidades des saúde e a produção de novos medicamentos e vacinas; 8)nanotecnoligia e novas modelações tecnológicas , novas baterias e novos materiais.

Além disso estarão presentes alguns grandes desafios tanto ao nível empresarial quanto governamental e societário, entre os quais são ressaltados: a) gestão tecnológica integrada e com maior eficiência; b) governança electrônica com mais eficência e transparência por parte dos entes públicos e grandes corporações, principalmente as transnacionais; c) cidadania cibernética, possibilitando as pessoas participarem e fiscalizarem mais os governos e as grandes corporações; d) segurança cibernética, cada vez mais complexa e mais vulnerável a ataques terroristas ou de grupos que tenham interesse em desestabilizar governos e sociedades.

Creio que cabe `as universidadess e aos pesquisadores, enfim, pessoas e entidades públicas ou privadas voltarem um pouco mais as suas atenções para esses desafios e possibilidades, antes que o futuro chegue e continuemos, como no caso do Brasil, a ser apenas o país do futuro enquanto outros estarão cada vez mais `a frente. Esta é uma funcão do pesamento estrategico, pouco presente em alguns países, incluindo o Brasil.

Juacy da Silva – professor universitário, UFMT, mestre em sociologia, colaborador de Sonoticias. Email [email protected]

 

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