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Sangue nos olhos

Francisney Liberato é auditor do TCE, Escritor, palestrante e professor, coach e mentor, mestre em Educação, doutor Honoris Causa, graduado em Administração, Ciências Contábeis, Direito e Economia, membro da Academia Mundial de Letras.
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A motivação e o amor devem ser mais fortes do que o sangue nos olhos. Pense naqueles filmes de guerra, de terror e de ação, em que o personagem principal tem que gritar, dar o sangue, esbravejar, agir etc. para conseguir alcançar o seu objetivo. O personagem fará de tudo para conseguir o que tanto almeja.

Na área da liderança também temos esse tipo de líder, o qual faz de tudo para conseguir resultados. Custe o que custar, ele fará as coisas acontecerem. Se for necessário gritar, vibrar, bater a perna, esmurrar a mesa, praticar excessivamente expressões não verbais, saiba que ele fará isso. Alguns exemplos: o ex-técnico do Flamengo Jorge Jesus, o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei Bernardinho, enfim.

Cada qual com suas particularidades e semelhanças. Mas será que todos os colaboradores se adaptam a esse estilo de liderança? O fato é: obter os resultados propostos pela instituição é salutar, porém deve haver educação e respeito para evitar o constrangimento e a exposição do colaborador.

Ao invés de gritar e xingar, que tal motivar? Dê os motivos, liste todos esses pressupostos para que sua equipe possa entender e abraçar a causa da empresa.

Substitua o “sangue nos olhos” por “brilho nos olhos”, use de sua capacidade intelectual para influenciar e motivar a sua equipe. Não resista, busque sempre o melhor de cada colaborador, pois é certo que ele será um grande seguidor das suas convicções.

O papel do líder não é brigar, pelo contrário, ele deve sim motivar a sua equipe, assim como na regência de um coral musical.

Mostre a sua equipe os propósitos, objetivos, visão da sua entidade. Faça com que eles se sintam parte e colaborem verdadeiramente para trazer bons frutos para a entidade.

Uma equipe motivada encontrará muito mais força e guarida do que diversas pessoas que têm medo e desconfiam dos colegas ou da sua chefia.

Caro líder, apresente a sua equipe valores tais como: educação, empatia, inteligência emocional, gentileza, transparência, livre-arbítrio, proatividade, ouvir antes de falar, motivação, proporcionar um ambiente gostoso e belo no trabalho.

Não dê muito o sangue e não exija sangue nos olhos das pessoas, pelo contrário, distribua carinho, amor, compaixão pelos seus liderados. O estilo de liderança deve se adaptar ao tempo em que vivemos. Os resultados chegarão se assim, líder, você permitir!

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