Opinião

Realmente o homem não sabe mais onde foram parar seus limites

O homem acaba com as florestas em nome da alimentação do mundo.
E quando é encontrado um animal silvestre nas cidades formadas entre meio
a essa devastação, o homem reclama com as autoridades do setor que não fazem
nada para reverter a situação, que seria pior se esse animal atacasse uma
criança. O homem queima em nome da alimentação do mundo.
E exige das autoridades um apoio quando seu filho fica doente ao inalar
fumaça.

O homem polui os rios em nome do emprego e da alimentação do mundo.
E reclama quando os estoques das indústrias estão parados, levantando uma
bandeira de demissões voluntárias para não decretar falência.
O homem destrói os rios em nome da riqueza do ouro que gera, emprego e
alimentação do mundo.
E reclama até mesmo quando vai pescar e não pega peixe algum.
O homem destrói cada vez mais a camada de ozônio em nome da tecnologia,
emprego e da alimentação do mundo.
E reclama com o calor excessivo nas cidades
O homem impermeabiliza cada vez mais a terra em nome da beleza nas cidades
e do transporte da alimentação.

E reclama com as enchentes no meio urbano.
O homem não sabe mais que seus limites estão cada vez ultrapassando os
limites dos outros.
Devemos nos modernizar?
Sim, desde que não prejudique o meio ambiente.
Devemos ter filhos?
Sim, desde que consigamos criá-los.
Devemos construir indústrias?
Sim, desde que não prejudique o meio ambiente.
Devemos queimar para comer?
Não, porque quando eu queimo, eu prejudicarei não só eu, mas todas as
pessoas ao meu redor.

Em fim, eu posso fazer tudo que eu quiser e achar melhor desde que eu não
prejudique o meu próximo, se não o próximo prejudicara o próximo que
prejudicara o próximo e quando não tiver mais próximo o primeiro da fila
será de novo o próximo.

Daniel Fiel é profissional liberal em Sinop