quarta-feira, 17/julho/2024
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O verniz do brilho social não existe

Wilson Carlos Fuáh – especialista em Recursos Humanos e pesquisador das Relações Sociais e Políticas, Graduado em Ciências  Econômicas. 
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Quanto tempo perdermos ao buscar rótulos ilusórios ou referências superficiais, com medo de que as outras possam não gostar do que vestimos ou do que falamos.

Sabemos que existem pessoas que escondem até sua própria origem para serem aceitas pelas tribos urbanas. Quantas pessoas mesmo sabendo que é impossível viver duas vidas ao mesmo tempo, optaram por viver de aparências ou adotam o modelo de vida “politicamente correta”, só porque o mundo moderno nos impõe essa ridícula inversão de valores em detrimento da autenticidade, mas na verdade ao viver assim, construímos barreiras invisíveis entre as pessoas próximas e a nós mesmos. 
 
Existem pessoas que desconfiam até das providências divinas, só porque neste dia tudo está dando certo, e passam a procurar algo que esteja mal, fica buscando alguma coisa errada, só para dizer que “este dia não está perfeito”.

No laboratório da vida, encontramos filas de pessoas difíceis, é uma forma de grande achado, pois são seres que podem ser treinados nos exercícios do amor gratuito; pois a terapia verdadeira é constituída de mão dupla, recebe muito mais aquele que dá, mas muitos ficam parados em frente da grande porta da verdade, e por medo de entrar, dificultam a encontrar o real crescimento pessoal e espiritual. 

Muitos não colocam em prática o sentido real da caridade e mesmo que no seu caminhar encontre mãos pedintes e olhares tristes em busca de auxílios fingem que não veem e por isso jamais serão recompensados. Quem ama de graça, torna-se forte interiormente, pois ao entender que sobre cada ação errada ou acertada, amadurecemos afetivamente e intelectual, pois aprendemos pouco a pouco a não abalar com as decepções, pois no dia-a-dia somos obrigados a desenvolve a habilidade de desejar mais amar do que ser amado, mas muito só querem a segunda opção.

Aqueles que estão prisioneiros pela depressão, talvez sejam porque ainda não entenderam que o verniz do brilho social não existe ou ainda não perceberam que as decepções amorosas ou financeiras estão ai para serem vividas e superadas, é só usar o poder optativo que rompe os cárceres intelectuais e deixar de lado o abuso da visão preconceituosa, pois  somente uma mente humilde é capaz de gerar a tolerância e a solidariedade. 

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