segunda-feira, 26/fevereiro/2024
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Jornada Mundial da Juventude

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Neste mês de julho, a Igreja Católica vai reunir muitos jovens na cidade do Rio de Janeiro. Parece que a adesão dos jovens não está sendo tão grande.  Para mim, o fato de reunir a juventude é significativo, porque nós recebemos e sofremos muitos impactos do mundo de hoje. Estes impactos são mais sentidos e experimentados pela juventude. O mundo está em mudanças contínuas e, com uma velocidade que não se estanca. O mundo "gira" cada vez mais depressa e de um modo estonteante.

Não podemos ficar sentados e ver o mundo passar. É urgente ouvir esta juventude e captar seus anseios e desejos. O papa vem para ouvir, não só para falar. E deve ouvir com muito carinho. E deve envolver a Igreja nestas mudanças e até, torna-la sinal profético para o mundo, quando e sempre que descobrir os valores que vão ainda dar sentido à vida humana sobre a terra.

Alguns autores dizem que a Igreja já sofreu três grandes impactos e os assimilou, ainda que não de modo perfeito. Poderia ter sido melhor. Devia ter ouvido mais.

O primeiro impacto foi a descoberta que a "terra" (a Igreja) não é o centro do universo. A terra gira ao redor do sol e não o contrário. A Igreja percebeu que o centro não é ela. É Deus. E um Deus que não propriedade dela. Ela procura como todo o mundo girar ao redor desse "sol", que é Deus.

O segundo grande impacto foi a descoberta da evolução humana. A humanidade está em desenvolvimento e com ela também os animais e a natureza. Estamos em evolução e nada há de perfeito. Estamos andando. Por isso, a Igreja não é um organismo perfeito e acabado. Aliás, a perfeição nem existe fora de Deus. Tudo é relativo e se move. Este impacto a leva a acelerar mudanças e acolher as novidades da evolução. Repito: Nada melhor do que ouvir os jovens para dar respostas a este grande e violento impacto.

O terceiro impacto é a descoberta da psicologia e da psicanálise. A psicanálise revelou o "inconsciente" das pessoas humanas. Freud nos explicou como existe, mas, na prática nem sempre é tão manipulável como se poderia pensa. O homem é marcado por inúmeras "sombras" e feridas e sua liberdade é limitada. Além disso, o impacto dos meios de comunicação e a imprensa continuam "obscurecendo" o caminho a ser seguido.
Está na hora, portanto, de ouvir mais, de ouvir com os jovens, de ouvir, com todas as criaturas, os gritos do sofrimento humano e os gritos da natureza, "que está como que em dores de parto". Cuidemos de nós e de nosso planeta.

Ouçamos.

Irmã Maria Helena Teixeira

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