Opinião

Eu estou com Lula

A afirmação ‘estar só’, para a Psicologia, é sempre acompanhada da pergunta: está só de quem? Se está só de alguém da família, de alguma pessoa amiga, de alguma coisa etc. E a Psicologia, enfaticamente, afirma: só de si mesmo é o estar, de fato, isolado, em absoluta solidão. Nem os monges vivem assim, nem os eremitas vivem assim. Ambos, por sua vida de austeridade, oração e trabalho, embora apartados das realidades mundanas mais imediatas, com elas se relacionam sempre, delas fazem a matéria prima para suas orações, e celebram uma convivência de intensidade incomensurável. Portanto, nenhum monge ou monja vive em solidão, nem são solitários. O mundo os acompanha, a sociedade lhes é presente.
O Presidente Lula não está só. As pesquisas fartamente afirmam isso. Nem os mais inteligentes opositores conseguem afirmar isso, pois sabem o quanto esse presidente, por sua histórica trajetória, é a pessoa que mais tem companhias em nosso País. É bom esclarecer: companhias boas, companhias amigas, evidenciadas mais do que nas pesquisas, nas correntes de orações que sabemos acontecerem em diversas igrejas, de diferentes denominações; nas manifestações populares, nas manifestações da sociedade organizada; na enorme quantidade de cartas que recebe; nas efusivas manifestações de aplausos emocionados nas diversas inaugurações – seja na criação da Universidade Federal dos Pampas, em Bagé/RS, seja na inauguração de conjunto habitacional popular, em Teresina/PI; com os trabalhadores, com os empresários, nos comentários feitos nas ruas, em feiras livres, dentro de ônibus e trens, nas praças e logradouros públicos.
O povo está confiante de que o Presidente Lula não é o responsável por tudo isso de ruim que vem acontecendo na forma de financiar os partidos. Ele sofre ao ver o seu partido envolvido negativamente. Porém se compensa a constatar o quando há de homens e mulheres briosos que fazem e vivem a história do Partido dos Trabalhadores. Não, o Presidente Lula não está só! E eu também estou com ele!
Presente na vida do nosso País, diante do quadro político atual tem se mantido altivo, sereno, respeitoso, como alguém que sabe, que tem profundo conhecimento e coerência com a responsabilidade que 53 milhões de eleitores lhes demos. Ao saber das afirmações, das denúncias, algumas comprovadas, a maioria só hipótese, ele, o Presidente Lula, respeita a instância do Parlamento Federal, confia nas ações da Polícia Federal, no Ministério Público e demais órgãos que têm a responsabilidade de atuar na apuração e responsabilização, e segue governando, e governando bem.
Os números são inquestionáveis. Estarrecedores para os que esperavam a falência total de seu governo, desde o começo e agora com mais avidez, são animadores para os que sabemos em quem depositamos nossa confiança, nosso voto. A economia vai bem, em todos os setores, com avanços em relação ao governo imediatamente anterior que causam espanto sempre. Se nos oitos anos anteriores valeu o sacrifício de milhões de brasileiros e brasileiros, se valeram apenas as apavorantes teorias de acomodação social, quando milhões de famílias foram vitimadas pelo desemprego, enquanto um oceano de dinheiro era arrecadado com as privatizações de nosso patrimônio.
Quem resiste a afirmação interrogativa: “Que família brasileira não experimentou nos 8 anos do FHC a penalização e a punição do desemprego?” Os índices de rejeição ao nome deste senhor, em inversa proporção ao do Presidente Lula são uma realidade incontestável, tautologicamente verdadeira: sequer o nome do Lula aparece entre os mais rejeitados.
Mas não estranharemos se aparecerem pesquisas forjadas que demonstrem o contrário. Isso deve doer muito nalgumas pessoas, por isso fantasiam a realidade, hipotecam situações, e erram. Erram drasticamente quando afirmam as fantasias e as hipóteses como verdades absolutas. O Presidente Lula não precisa esconder-se, não manipula a opinião pública, não execra a verdade.
Ao se dirigir às massas populares, o faz com profunda coerência e identidade, e é entendido, e é aceito. E isso dói. São poucos os recursos de que lança mão o Presidente Lula para chegar até o povo. Mas por que sempre tais recursos são tão eficientes e tão eficazes? As falas de arrogância e pessimismo dos adversários demonstram a eficácia alcançada. A adesão e compreensão populares, escancaram a eficiência. É assim o nosso Presidente Lula, nosso, de verdade, sem maquiagem, sem disfarces, natural.

Cristóvão Domingos de Almeida
Comunicador social, formado pela PUC de São Paulo, mestrando em Educação pela UFMT, pesquisador do Grupo de Pesquisa de Movimentos Sociais e Educação.