Opinião

Duplicar a BR-163 é uma obra pela vida

Por todo o mundo, gestões públicas buscam há algumas décadas resolver problemas rodoviários realizando concessões. Gestores buscam uma forma de reduzir acidentes, dar agilidade no trânsito, dar conforto aos usuários rodoviários, entre tantas outras possibilidades. No Brasil entanto, especialmente em Mato Grosso, parecem olhar para o pedágio como simples forma de visar lucro, isso é absurdo, e pior, colocam vidas em risco diariamente.

Somos sabedores que em nosso país, o transporte rodoviário é o principal sistema logístico e conta com uma rede de cerca de 1,7 milhões de quilômetros de estradas e rodovias nacionais, de acordo com o Anuário CNT do Transporte (2018). Segundo o anuário, nas rodovias passam 61,1% de todas as cargas movimentadas no território brasileiro, mostrando que o sistema de rodovias é o principal meio de transporte de cargas e passageiros no tráfego do país. A rodovia é a principal rota de escoamento da safra de grãos do Estado, que é o principal produtor nacional.

A Rodovia Br 163, possui 3579 km em sua extensão total. Seu trecho principal liga as cidades de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, a Santarém, no Pará. Ela tem fundamental importância para o escoamento da produção da parte paraense e da região norte do estado de Mato Grosso. Em 20 de março de 2014, dois trechos da rodovia foram entregues a iniciativa privada por meio de concessões de 30 anos, como parte da terceira etapa do Programa de Investimentos em Logística do Governo Federal, lançado em 2012.

Em março de 2014, a Concessionária Rota do Oeste, empresa da Odebrecht TransPort, assumiu a concessão da BR-163 no trecho Mato Grosso. Ao longo dos 30 anos de concessão, seria de responsabilidade da Rota do Oeste a duplicação dos 453,6 km de pistas simples. Porém pouco ou nada foi feito em relação a duplicação do trecho norte nestes anos que a empresa está responsável pela rodovia.

Após todo este tempo, a Concessionária Rota do Oeste protocolou junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a minuta do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que propõe as ações necessárias para o saneamento das inexecuções contratuais de duplicação do trecho sob concessão da BR-163.

No documento protocolado, a empresa chega a apresentar um cronograma para duplicação de 336 km que restam do contrato. As obras devem ser realizadas nos próximos cinco anos.

Tive a honra de ser nomeado para ser o presidente da Comissão Especial criada pela Câmara Municipal de Sinop, que acompanhará o processo de retomada das obras na região Norte. Agora vamos trabalhar para que as obras possam ter início, meio e fim. Acredito que este é um grande marco para nossa sociedade, uma vez que muitas vidas foram ceifadas ao longo desta rodovia, principalmente no trecho que compreende a região norte.

Sabe-se que ao decorrer dos anos, principalmente, com o aumento da produção em nosso estado, o fluxo de veículos para escoamento das safras teve um aumento significativo, com isso, os problemas também aumentam. Duplicar a rodovia Br 163 é melhorar a vida dos motoristas e das famílias que os esperam em suas casas. Vamos juntos lutar por esta bandeira tão importante para nosso e

Adenilson Rocha é Vereador em Sinop, bacharel em direito e empresário