sexta-feira, 23/fevereiro/2024
PUBLICIDADE

Ditadura e democracia no PPS

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Por mais que pareça óbvio, o conceito de democracia é muito vago na cabeça de muita gente. Antigamente, democracia significava apenas governo da maioria. Com o passar do tempo, o conceito foi ampliado, sobretudo a partir das idéias de Antonio Gramsci. Democracia significa, agora, decisão da maioria, porém, com respeito à minoria. Esse respeito decorre da constatação de que a minoria derrotada hoje, em um outro contexto político, poderá se converter em maioria amanhã. Portanto, o respeito aos derrotados é um elemento forte de equilíbrio entre os dois pólos de qualquer contenda dentro de um partido. A maioria de hoje pode ser minoria amanhã e vai, também, exigir o mesmo respeito.
Contrariamente, o conceito de ditadura significa exatamente o fato da minoria impor sua vontade sobre a maioria. Em 1964, um grupo minoritário de políticos juntou-se aos militares e, pela força, impôs sua vontade sobre a maioria da população brasileira, que apoiava o governo Jango.

No PPS de Mato Grosso, temos hoje duas tendências: a ampla maioria dos delegados (convencionais) apoia uma coligação com Mauro Mendes e a minoria defende uma coligação com Wilson Santos. Não falo de Silval Barbosa porque, neste caso, estamos vetados de nos coligarmos com o PT, por decisão congressual.
Nos últimos 60 dias o PPS fez três reuniões ampliadas, sendo duas com os membros do Diretório Estadual e uma com 74 delegados que terão direito a voz e voto na convenção eleitoral.
Na primeira reunião do Diretório Estadual, os membros a favor de Wilson eram 10 contra 30 a favor de Mauro Mendes. Na segunda, foram 30 contra 6, inclusive, com ampla cobertura da imprensa. A última, onde estiveram presentes 74 delegados, ainda que o partido não tenha colocado nada em votação por ser apenas uma pré-convenção, a tendência pró-Wilson não passava de 18 delegados, quase todos de Cuiabá.

Por que então a minoria não aceita a decisão da maioria? Exatamente porque deseja impor a sua vontade sobre a maioria. Então, ao invés de acatar o resultado da maioria absoluta e, no campo da política, tentar converter-se em maioria, pelo poder do convencimento, dos argumentos, procura a todo custo impor sua vontade, inclusive apostando num ato de força, que é a intervenção, jogando todas as suas fichas na possibilidade de um ato ditatorial.
Dentre as manobras, essa minoria tenta desqualificar o voto de 30 delegados eleitos legitimamente que, inclusive, participaram, foram aceitos, assinaram atas, já no congresso estadual de 2009.

O PPS é um partido democrático e a força democrática da maioria vai vencer a tentativa ditatorial da minoria. Não pode a simples vontade dos membros do diretório de Cuiabá se impor contra a vontade da maioria dos delegados que estão espalhados por todo o Estado de Mato Grosso.

Antonio Carlos Maximo é secretário geral do PPS/MT

COMPARTILHAR

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias

Não é apenas água que falta em Várzea Grande!

Se você mora em Várzea Grande ou tem um...

Somos idealizadores de objetivos

Ao comprometermos com algo infinitamente superior as nossas forças,...

Aqui não cabe potoca

Antigamente, lá na roça os homens, em sentido lato,...

O seu pior inimigo pode estar no seu voto

Muitas pessoas estão apenas preocupadas em mudar o mundo...