Opinião

Corretor de imóveis, profissão do futuro

Bem recentemente, no fim do mês passado para ser exato, os corretores de imóveis de todo o país comemoraram o seu dia nacional. E festejaram com ‘n’ razões: nestes quarenta anos de regulamentação da figura do corretor de imóveis, há uma trajetória de glórias – de obstáculos, desafios, lutas, metas e de sucesso.

Mesmo depois da regulamentação, o corretor de imóveis era, no passado, um mero “vendedor” de esquina, oferecendo lotes, apartamentos, casas, fazendas, só que sem garantias, sem amparo da lei, a esmo. Quando a lei federal criou os Creci’s e obrigou que o profissional tivesse formação, no mínimo técnica, para que a fiscalização tivesse uma referência, vieram os primeiros pouco mais de uma centena de profissionais ao mercado, já com formação técnica. As respostas aos esforços de moralização do mercado, melhor qualificação, postura, ética e fiscalização eficiente atraíram para os Creci’s do Brasil (e Mato Grosso, por extensão) milhares de pessoas. Hoje, regularizados, só em Mato Grosso os corretores de imóveis são mais de 6.000 e centenas de estagiários em cursos médios e superiores.

Em meados dos anos 90, na iniciativa pioneira de Eraldo Vieira Passos, surge a primeira escola de nível técnico-profissionalizante em Mato Grosso, formando e qualificando jovens e adultos para uma profissão, ainda incipiente, é bom que se diga, mas motivadora e promissora. O recém instalado Centro de tecnologia em Educação Profissional, que iniciou a formação técnica de muita gente em técnicos em transação imobiliária (TTI), começou uma trajetória de sucesso atendendo a uma demanda crescente, inicialmente no nível médio, e hoje ministra em alto nível a graduação, especialização e pós-graduação. Atualmente, o contingente, nos dois níveis, supera a casa dos 15 mil profissionais formados, graduados, especializados e pós-graduados, não só em Cuiabá, mas no interior e três estados. Também foram autorizadas outras quatro escolas pelo Creci-MT.

O curso superior em técnicas e negócios imobiliários, em Mato Grosso, aliás, estado pioneiro na implantação do terceiro grau no segmento, começou na Universidade Cândido Rondon, numa parceria inédita que brotou do espírito empreendedor de Eraldo Vieira, a Unirondon e o Creci/MT. Eram 60 alunos, inicialmente, até o funcionamento de mais de quatro ou cinco turmas só nos primeiros anos, e, assim, sucessivamente.

Regulamentada e aparelhada com todos os recursos técnicos necessários e legais, a carreira de corretor de imóveis é fascinante e próspera. Calcula-se que é a segunda profissão mais escolhida de quem já é graduado em outras áreas, tanto que, no mercado, em plena atividade ou nas universidades e centros de ensino técnico, vê-se advogados, engenheiros, médicos, contabilistas, arquitetos, desenhistas, odontólogos e tantos mais exibindo a credencial da profissão. Em nenhuma outra carreira se vê tal fenômeno.

Com a dádiva de ser o profissional reconhecido por realizar sonhos [a moradia está entre os três primeiros desejos de realizações do ser humano], o corretor imóveis é um profissional completo, pois que, além do ganho pelo trabalho, da carreira produtiva, acumula outros predicados da vida, como, principalmente, a confiança da sociedade e o talento amadurecido de um exímio relações públicas.

Alex Vieira Passos é corretor de imóveis, professor, advogado e secretário municipal de Educação